Durante o mês de Agosto, as tropas da milícia que cercavam o Alcázar fizeram um juízo erróneo quer acerca da rapidez do avanço de Yagüe quer da capacidade de resistência dos defensores da fortaleza. Nas barricadas que rodeavam a Academia Militar havia uma atmosfera de descontracção, desperdiçando-se enormes quantidades de munições contra as suas espessas paredes. Só passado algum tempo trouxeram a artilharia e mesmo a peça de 175mm que por fim instalaram apenas derrubou as supra-estruturas. O Alcazár era como um icebergue. A sua força residia na rocha submersa. Havia no cenário qualquer coisa de buñuelesco; milicianos usando chapéus de palha contra o calor estendiam-se em colchões atrás das barricadas trocando insultos com os guarda-civis defensores. Duas vezes por dia, havia um cessar-fogo tacitamente acordado, quando um mendigo cego percorria a Calle de Cármen entre as linhas de fogo.
Antony Beevor, in A Guerra Civil de Espanha
© Bertrand
tradução de José Espadeiro Martins
Sinto-lhe a falta, amigo!
Dito por: amelia pais no dia 10 de março 2008, às 09h26Oi, Tudo bom? Da primeira vez que estive aqui eu disse que iria ser uma freqüentadora assídua do seu SILÊNCIO. Estive estudando, fazendo umas coisas, comecei a faculdade, já viu. Demorei a voltar, mas cá estou. E vou voltar, hein? ;D Bj no coração, fica com Deus.
Dito por: Carlota Vasconcelos no dia 12 de março 2008, às 18h58