Talvez nem tenha nome.
Anunciado só pelo frémito
da folhagem.
O riso invisível, o grito
de um pássaro, o escuro
da voz. Certa doçura,
certa violência.
O espesso, volúvel
tecido da noite agora a roçar
o corpo da água. E por fim
a muito lenta paixão
do fogo, sufocada.
Era o verão.
Eugénio de Andrade

Lindo blog. Obrigada.
Dito por: Brasuca no dia 23 de junho 2007, às 22h36Obrigada eu, Brasuca ;)
Dito por: dolphin.s no dia 23 de junho 2007, às 22h47bonito o poema de E. Andrade!
gosto da sequência fotográfica, como que o «verão» «anunciado» aos poucos até surgir na sua «muito lenta paixão/
do fogo» ;)
Gosto tanto do teu blog.
Dito por: tania no dia 2 de julho 2007, às 13h43obrigada tania :))
Dito por: dolphin.s no dia 2 de julho 2007, às 14h20;-)
MGil
;PPP
Dito por: dolphin.s no dia 11 de julho 2007, às 18h40