junho 10, 2007

Autoficción

Enrique Vila-MatasSé, por ejemplo, que la autoficción es la autobiografia bajo sospecha. Y sé también que, mucho años antes de que oyera hablar de autoficción, escribí un libro que se llamó Recuerdos inventados, donde me apropiaba de los recuerdos de otros para construirme mis recuerdos personales. Todavía hoy sigo sin saber si eso era o no autoficción. El hecho es que con el tiempo aquellos recuerdos se me han vuelto totalmente verdaderos. Lo diré más claro: son mis recuerdos.
Tuve, eso sí, mis problemas cuando conocí a Antonio Tabucchi a quien le había robado en ese libro sus recuerdos de Porto Pim, en las Azores. Pero Tabucchi se lo tomó a bien y dio una doble vuelta de tuerca al asunto transformando los recuerdos que yo le había robado en unos recuerdos suyos inventados. Esta doble vuelta de tuerca no tiene por ahora ningún neologismo que la designe, y creo que es mejor que sea así.





Enrique Vila-Matas, Autobiografia Caprichosa in
Vila-Matas Portátil
, Un escritor ante la crítica
Edición de Margarita Heredia
Editorial Candaya



Fotografia: Jean-Luc Bertini

Publicado por dolphin.s em junho 10, 2007 05:24 PM
Comentários

Exercício do camandro!...

Dito por: menina-alice no dia 10 de junho 2007, às 22h28

Por causa da sra. Dona estou a ler 'Estranha Forma de Vida'. E não diga que sou fácil, tá!

Dito por: Beatriz Dante no dia 11 de junho 2007, às 01h05

Não és fácil, és uma gaja esperta e inteligente ;PPPPPPPPPPPPP

ok... assim.... só um cadinho fááááciiiiil

:DDDD

Dito por: dolphin.s no dia 11 de junho 2007, às 10h35

«escribí un libro que se llamó Recuerdos inventados, donde me apropiaba de los recuerdos de otros para construirme mis recuerdos personales. (…) El hecho es que con el tiempo aquellos recuerdos se me han vuelto totalmente verdaderos.»

pensando em criação estética, mais propriamente, literária, acho esta questão muito interessante. Vila-Matas já a tinha abordado, de forma ficcionada, exactamente no «Estranha forma de viver», romance protagonizado por um escritor que se apresentava, se não me engano, como que um espião da realidade, da vida alheia, da qual se apropriava para escrever suas obras.

continuas a gostar de Vila-Matas, dolphin.s...

(maria m. aka margem)

Dito por: maria m. no dia 12 de junho 2007, às 10h10

já te tinha adivinhado ;)


já nem se põe a questão de "continuar a gostar".
conquistou o lugar ao sol nas minhas estantes ;)

Dito por: dolphin.s no dia 12 de junho 2007, às 10h24

Estou em defeito... nunca li nada dele.

Dito por: Scarlata no dia 12 de junho 2007, às 13h04

tsk tsk tsk

Dito por: dolphin.s no dia 12 de junho 2007, às 14h00

Eu sei eu sei... fui no outro dia à procura do molloy e a burra da empregada de balcao nem sabia quem era o samuel beckett, bem me esta', para optimizar o tempo vou a livrarias de shoping centers... bleagh que enjoo

Dito por: Scarlata no dia 12 de junho 2007, às 21h18

(posso linkar este texto ou página?)

Dito por: maria m. no dia 14 de junho 2007, às 10h21

p.67 (Vila-Matas, Extraña forma de vida)
-Nada, en realidad no pasa nada. Después de todo, la muerte es morirse.

Eu gosto muito do teu blog, e gostaria mais se continuaram a línha do Vila-Matas. Felicitaçoes!

Desculpas per o meu portugués.

Dito por: Carmen no dia 14 de junho 2007, às 17h33

Claro que sim, maria! :)

Carmen, não tenho o que desculpar ;)

e por mim, Vila-Matas todos os dias :D

Dito por: dolphin.s no dia 14 de junho 2007, às 20h37