| Aquilo que «actua» sobre mim só actua porque eu o escolhi como actuante. Não é porque alguém me ofenda que eu reajo violentamente, mas sim porque escolho tal ofensa como «móbil» da minha reacção. Tal escolha, porém, de um móbil, posso não reconhecê-la senão depois de se manifestar. Assim são normalmente os meus actos que me esclarecem sobre o que realmente sou, sobre aquilo que realmente escolhi, sobre a minha liberdade. Mas isso não significa que eu seja «inconsciente», já que, segundo Sartre, o homem é consciência de ponta a ponta, em todos os seus aspectos. Simplesmente, há consciência posicional, reflectida, e consciência não-posicional, não reflectida. A minha liberdade é de facto consciente, mas só os meus actos claramente ma revelam. Em qualquer situação portanto, eu «sou consciência de liberdade». Assim a minha liberdade é o estofo do meu ser. Vergílio Ferreira | ![]() |
"o estofo do meu ser"... olho para lado e dá-me para pensar nos "estofos" do caixão
hehehe... we're wierd :p
LOL
o estofo do teu ser, o estofo de um caixão... daria um belo poema de mão na testa ehehehehehe :P
Olha tu!
Dito por: menina-alice no dia 21 de fevereiro 2007, às 23h57uati? :)
Dito por: dolphin.s no dia 22 de fevereiro 2007, às 12h13Gostei do texto. Boa escolha...
É difícil traduzir liberdade mas esta parece ser uma definição bastante objectiva de uma palavra abstracta.
Continuem!