março 30, 2006

Megalomania


megalomania
Nada é mais perigoso do que a megalomania dos pequenos.


Stefan Zweig in O Mundo de Ontem, Recordações de um Europeu

tradução de Gabriela Fragoso
© Assírio & Alvim

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março 27, 2006

Os bebedores de cerveja

Os bebedores de cerveja da Baviera consultavam dia a dia a tabela de câmbios, calculando se a desvalorização da coroa lhes permitiria beber cinco ou seis ou dez litros de cerveja na região de Salzburgo pelo preço que em casa teriam de pagar por um só litro. Não era possível imaginar uma tentação mais irresistível; e bandos de habitantes provenientes das localidades vizinhas de Freílassing e de Reichenhall, na companhia de mulheres e filhos, acorreram até cá, para se entregarem ao luxo de emborcar tanta cerveja quanta o estômago pudesse comportar. Todas as noites a estação exibia um autêntico pandemónio de hordas humanas embriagadas, vozeando, arrotando, cuspindo; muitos, que se haviam excedido, tinham de ser levados até às carruagens em carros que serviam habitualmente para o transporte de malas, e só nessa altura o comboio, ressoando com gritarias e cantorias báquicas, fazia a viagem de regresso ao seu país. Na verdade, os bávaros folgazões nem suspeitavam que uma vingança terrível os esperava, pois assim que a coroa estabilizou e o marco, pelo contrário, sofreu uma queda de proporções astronómicas, foram os austríacos que partiram daquela mesma estação para, por seu lado, irem embebedar-se do lado de lá a baixo preço. E o mesmo espectáculo aconteceu segunda vez, agora na direcção contrária. Esta guerra da cerveja, no meio de duas inflações, faz parte das lembranças mais singulares que me ficaram, porque, na sua grotesca plasticidade, mostra claramente em pequena escala todo o desvario daqueles anos.


os bebedores de cerveja

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Stefan Zweig in O Mundo de Ontem, Recordações de um Europeu

tradução de Gabriela Fragoso
© Assírio & Alvim

Publicado por dolphin.s em 11:49 AM | Comentários (21)

março 24, 2006

Propaganda

Numa época de paz, em que ainda se não tinha usado e abusado da propaganda, os povos, apesar das mil e uma decepções, ainda consideravam como verdadeiro tudo o que estava impresso. E assim, o entusiasmo dos primeiros dias, entusiasmo puro, belo, disposto a todos os sacrifícios, transformou-se a pouco e pouco numa orgia dos piores e dos mais estúpidos sentimentos. «Combatia-se» a França e a Inglaterra em Viena e Berlim, na Ringstrasse e na Friedrichstrasse, o que era significativamente mais cómodo. As inscrições em francês e inglês afixadas nas lojas tiveram de desaparecer, até um convento chamado Zu den Englischen Fräulein * teve de mudar de nome, porque o povo, ignorando que englisch significava angélico e não anglo-saxão, se insurgiu. Nos envelopes das cartas, honestos comerciantes colavam ou carimbavam a divisa Gott strafe England (Deus castigue a Inglaterra), senhoras da alta sociedade juravam (e escreviam-no em cartas aos jornais) que nunca mais na vida pronunciariam uma palavra em francês. Shakespeare foi banido dos palcos alemães, Mozart e Wagner das salas de concerto francesas e inglesas; os professores alemães explicavam que Dante era um germano, os franceses, que Beethoven era um belga; sem quaisquer escrúpulos, reclamava-se os tesouros culturais dos países inimigos, como se se tratasse de cereais ou de minério. Como se não bastasse que milhares de pacíficos cidadãos desses países se matassem diariamente uns aos outros na frente de combate, caluniava-se e enxovalhava-se os mortos ilustres dos países inimigos que há centenas de anos jaziam em silêncio nos seus túmulos.A confusão de espírito tomava proporções cada vez mais absurdas. Junto ao seu fogão, a cozinheira, que nunca saíra da sua cidade e que, desde o tempo da escola, nunca mais tinha aberto um atlas, estava persuadida que a Áustria não poderia existir sem o «Sandschak» (uma pequenina área fronteiriça algures na Bósnia). Os cocheiros discutiam na rua o montante da indemnização de guerra que se devia exigir à França, se cinquenta, se cem mil milhões, sem saberem quanto são mil milhões. Não havia cidade nem grupo que não tivesse sucumbido àquela pavorosa histeria de ódio. Os padres pregavam dos seus altares, os sociais-democratas, que ainda no mês anterior tinham estigmatizado a guerra como sendo o maior dos crimes, conseguiam fazer, se possível, mais barulho do que os outros para não serem classificados de «homens sem pátria», segundo a terminologia do Imperador Guilherme. Era a guerra de uma geração que não tinha suspeitas, e o maior perigo consistia exactamente nessa fé inabalável e unilateral que os povos depositavam na sua justa causa.


* Zu den Englischen Fraukm (Na Casa das Meninas Angelicais) o termo «Englischen» («angelicais») foi confundido com o seu então homógrafo e homofono «Englischen», que quer dizer inglesas (N T)


Stefan Zweig in O Mundo de Ontem, Recordações de um Europeu

tradução de Gabriela Fragoso
© Assírio & Alvim

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março 22, 2006

para dois vazios

para dois vazios

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Publicado por dolphin.s em 06:31 PM | Comentários (13)

a primeira frase

É-me impossível não recordar com muita simpatia — escrevi-a quando já tinha todo o livro acabado — a primeira frase de La asesina ilustrada: «As situações de riso e de pranto encontram-se tão misturadas e entrelaçadas na minha vida, que me é impossível recordar sem bom humor o penoso incidente que me empurrou para a publicação destas páginas.»
Esta longa primeira frase não só me parece um bom começo como, além do mais — juntamente com as do perigoso manuscrito criminoso que está no centro do romance —, é das poucas que actualmente reconheço como minhas. É que quase todas as outras frases me parecem muito artificiosas ou distantes ou foram copiadas de outros autores. Curiosamente, essa longa frase inicial com que hoje tanto me identifico recusei-me primeiramente a incluí-la porque dizia para comigo que não podia começar o meu livro com algo tão pouco ajustado à minha vida real, pois nunca me tinha acontecido algo daquele estilo, algo que tivesse as lágrimas e o riso entrelaçados.
Mas vi logo que essa frase podia acabar por ser do pouco que, com o tempo, acabaria por reconhecer como autenticamente meu. Vi-o graças a Vicky Vaporú, que me disse que a vida muitas vezes acaba por imitar a arte e que eu podia vir a viver a experiência de ver como com o tempo acabava por ser responsável absoluto daquela primeira frase e em contrapartida não me sentir o autor de muitas das outras do meu criminoso livro.
E, bom, assim foi. Tiveram de passar, isso sim, bastantes anos — mas dou-os por bem empregues — para que se tenha convertido em certo algo tão incerto como aquela primeira frase do meu primeiro livro. O que é um facto é que com a passagem do tempo se entrelaçaram na minha vida os momentos de riso e de pranto e que, por exemplo, hoje me é impossível recordar sem bom humor o estado mental com que escrevi os meus mais recentes romances, esse estranho estado mental que me leva a chorar de pena com o meu próprio humorismo e a rir-me a bandeiras despregadas quando os meus personagens morrem. É assim a vida e é assim a arte. A longo prazo, se nos armamos de paciência, comprovamos que, assim como o riso e o pranto, vida e arte têm a tendência para acabar por se misturarem e se entrelaçarem para compor uma imagem única, cómica e trágica ao mesmo tempo (...).


Enrique Vila-Matas, in Paris nunca se Acaba
Editorial Teorema
tradução de Jorge Fallorca

Publicado por dolphin.s em 10:40 AM | Comentários (8)

março 21, 2006

Dia da Árvore

behold...

Trees

Publicado por dolphin.s em 11:29 AM | Comentários (15)

Dia da Árvore


Trees

Publicado por dolphin.s em 11:25 AM | Comentários (2)

Dia da Árvore


Trees

Publicado por dolphin.s em 11:23 AM | Comentários (2)

março 20, 2006

sem sonhos

Dança comigo a ultima valsa da Primavera
dança sem sonhos, esquece as promessas
ninguém nos espera.

sem sonhos





texto: excerto de "Valsa Quase Antidepressiva", Quinteto Tati

Publicado por dolphin.s em 10:20 AM | Comentários (7)

março 18, 2006

Morte


Mao - a história desconhecidaOs seres humanos são dotados do sentimento de curiosidade. Porque haveriamos de tratar a morte de forma diferente? Não queremos experimentar coisas estranhas? A morte é a coisa mais estranha, que nunca experimentaremos se continuarmos a viver... Alguns têm medo dela porque a mudança vem de forma demasiado drástica. Mas penso que é a coisa mais maravilhosa: em que outro sítio neste mundo podemos encontrar uma mudança tão fantástica e drástica?



Jung Chang e Jon Halliday citando Mao, in Mao - A História Desconhecida

tradução de Inês Castro
© Bertrand Editora



Publicado por dolphin.s em 11:17 AM | Comentários (10)

março 17, 2006

Ashes and Snow


Ashes and Snow



© Gregory Colbert

Publicado por dolphin.s em 11:20 AM | Comentários (1)

março 14, 2006

deculpem a interrupção

o Silêncio segue dentro de momentos


A "preço de saldo"
Audi de Santana Lopes volta hoje a hasta pública
14.03.2006 - 10h21 , (PÚBLICO)


Se tudo correr bem, acabará hoje a "maldição" do Audi A8 4.2 litros Tiptronic Quattro do ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, que ninguém quer, apesar de estar a "preço de saldo".

Na segunda tentativa de venda do veículo em leilão municipal, poderá ser o ex-autarca e ex-primeiro-ministro a adquiri-lo, caso venha a conseguir um empréstimo bancário para pôr termo "à lamentável situação", conforme noticiou o semanário "Expresso".

Com apenas três anos e parado na garagem desde Setembro de 2005, o topo de gama da marca alemã está à venda por uma verdadeira pechincha - 56.250 euros, contra os cem mil euros que custou aos cofres da autarquia.

À parte o seu consumo exorbitante em circuito urbano, são muitas as virtudes. Demora 5,4 segundos a chegar aos cem quilómetros, atinge os 250 quilómetros por hora, tem uma caixa automática de seis velocidades, estofos de couro, interiores de madeira de raiz de nogueira, 19 pontos de iluminação, Multi Media Interface (um computador que permite aceder ao telefone, televisão, CD-ROM, sistema de navegação, climatização). Está em bom estado de conservação, conta apenas com 66 mil quilómetros de estrada. Tem uma cor sóbria, azul-escuro. O seu grande defeito são os 17,5 litros de gasolina que consome por cada cem quilómetros.

Comprado a 26 de Agosto de 2003, o carro esteve envolto em polémica desde o primeiro dia. A oposição questionou o montante gasto para um automóvel que habitualmente é apenas solicitado para cargos de chefia de Estado. Foi, inclusive, Santana Lopes que decidiu avançar com a venda do carro antes de abandonar a câmara, em Julho do ano passado. O negócio, contudo, acabou nas mãos do actual presidente, Carmona Rodrigues, que avançou com a venda em hasta pública. O ex-ministro das Obras Públicas prefere um Peugeot 607, veículo adquirido por 50 mil euros.

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1250663

crédito lhe seja dado, uma vida sem Santana, seria uma vida muito menos divertida! e eu tenho estado a adorar esta telenovela!

Publicado por dolphin.s em 11:52 AM | Comentários (6)

Valsa Quase Antidepressiva


Dança comigo a ultima valsa da Primavera
dança sem sonhos, esquece as promessas
ninguém nos espera.

Já enchi os dias de lutas vazias,
estou gasto, cansado, dormente.
E um pouco de sexo ou muita poesia
ainda não fico indiferente.

Fala comigo na palavra falsa da fantasia
chovem amigos na festa da praça no meio dia.
É certo que as flores parecem maiores
que toda a virtude do mundo:
com um pouco de sexo, ou muita poesia, ainda me sinto profundo.

[Se este mundo fosse feito para ser doce, eu seria doce, fosse eu quem fosse].

Foge comigo na ultima volta da maratona
Nada comigo no lago indeciso de metadona
Já deixei as asas na cave da casa
e as chaves no fundo do mar:
com um pouco de sexo, ou muita poesia, ainda nos vamos casar.





Quinteto Tati, Exílio

JP Simões, Quinteto Tati

Publicado por dolphin.s em 11:14 AM | Comentários (2)

março 13, 2006

Sonho


Sonho
© Sandra Ferrás


@ Museu do Chiado

Publicado por dolphin.s em 04:45 PM | Comentários (5)

Paris

Stefan ZweigParis só conhecia contrastes em paralelo, nem superiores, nem inferiores; entre as artérias luxuosas e as passagens imundas que lhes eram contíguas não existia uma fronteira visível, e por todo o lado reinava a mesma animação e jovialidade. Nos pátios dos arredores tocavam os músicos de rua, das janelas saía o canto das midinettes no seu trabalho; em toda a parte havia sempre um riso no ar ou um chamamento bondoso e amigável. Quando aqui e ali dois cocheiros se cobriam um ao outro de insultos, logo acabavam por apertar as mãos, indo beber juntos um copo de vinho, enquanto abriam algumas ostras — baratíssimas — a acompanhar. Nada era complicado ou rígido. Era fácil estabelecer relações com mulheres e era fácil desfazê-las, cada tacho com seu testo, cada jovem com uma namorada prazenteira e liberta de qualquer pudor. Ah, como era leve a vida de Paris, como era boa, sobretudo quando se era jovem! O mero flanar representava por si só um verdadeiro prazer e também uma lição constante, porque tudo estava ao nosso alcance — e podia-se entrar num alfarrabista e ficar um quarto de hora a folhear os livros sem que o dono resmungasse ou rabujasse. Podia-se ir às pequenas galerias e apreciar em pormenor tudo o que havia nas lojas de bric-à-brac, podia-se levar vida de parasita nos leilões do Hotel Drouot e cavaquear nos jardins com as governantas; não era fácil fazer uma pausa — a partir do momento em que se começava a flanar, a rua exercia um poder magnético e mostrava um constante caleidoscópio de novidades. Quando se ficava fatigado, podia-se descansar no terraço de um dos dez mil cafés a escrever cartas em papel de carta fornecido gratuitamente e deixar ao mesmo tempo que os vendedores de rua mostrassem toda a tralha de objectos extravagantes e supérfluos. Só uma coisa era difícil: ficar em casa ou ir para casa, principalmente quando a Primavera irrompia, a luz prateada e suave brilhava sobre o Sena, as árvores dos boulevards começavam a cobrir-se de rebentos verdes e as raparigas passavam, cada uma com o seu raminho de violetas de um sou; mas na realidade não era preciso ser Primavera para se estar bem disposto em Paris.


Stefan Zweig in O Mundo de Ontem, Recordações de um Europeu

tradução de Gabriela Fragoso
© Assírio & Alvim

Publicado por dolphin.s em 10:15 AM | Comentários (2)

março 11, 2006

Ser moral


Mao - a história desconhecidaNão concordo com a ideia de que para se ser moral, o motivo das nossas acções tenha de ser beneficiar os outros. A moralidade não tem de ser definida em relação a outros... Pessoas como eu querem... satisfazer os nossos corações ao máximo e ao fazê-lo automaticamente temos os códigos morais mais valiosos. Claro que há pessoas e objectos no mundo, mas estão lá todas apenas para mim.



Jung Chang e Jon Halliday citando Mao, in Mao - A História Desconhecida

tradução de Inês Castro
© Bertrand Editora



Publicado por dolphin.s em 04:03 PM | Comentários (1)

março 09, 2006

No cortejo das sombras

No cortejo das sombras,
incapaz de te encontrar,
tão irreal que és,
como uma manhã de inverno
ou uma rua deserta,

no cortejo das sombras
distingo
o pavor de te desconhecer


Luís Quintais, in não sei que livro, mas tirei daqui


porque escapa a tantos a noção de felicidade em conhecer a excelentíssma Dolphin.s

Publicado por jm em 02:17 PM | Comentários (3)

março 08, 2006

To me ;P


sombra

porque eu mereço :D

Publicado por dolphin.s em 10:20 AM | Comentários (20)

março 02, 2006

Passado/Futuro

Em geral, o senhor faz declarações políticas optimistas, mesmo quando em privado está muito pessimista.

— Sim, estou. E as minhas declarações nunca são muito optimistas, porque para cada acontecimento social que nos importa, que nos toca, sou sensível às contradições manifestas ou ainda pouco aparentes; vejo os erros, os riscos, tudo o que pode impedir uma situação de evoluir num sentido favorável à liberdade. E aí sou pessimista, porque os riscos serão efectivamente enormes. Veja Portugal, onde o tipo de socialismo que pretendemos tem hoje uma pequena possibilidade que não tinha de modo nenhum antes de 25 de Abril, e que contudo corre os maiores riscos de ser ainda repelido por muitíssimo tempo. Se me colocar num plano geral, penso: ou o homem está lixado — e neste caso não apenas está lixado como nunca existiu: os homens não terão sido mais do que uma espécie, como as formigas — ou então o homem far-se-á ao realizar o socialismo libertário. Quando considero os factos sociais em especial, tenho tendência a pensar que o homem está lixado. Mas se considero o conjunto de todas as condições necessárias para que o homem seja, penso que a única coisa a fazer é sublinhar, salientar e apoiar com todas as forças o que nas situações políticas e sociais específicas pode conduzir a uma sociedade de homens livres. Se não fizermos isto, aceitamos que o homem seja um monte de esterco.

Era o que dizia Gramsci: «É preciso lutar com o pessimismo da inteligência e com o optimismo da vontade.-»

— Não seria exactamente assim que eu formularia isso. É preciso lutar, isso é verdade. Mas não se trata de voluntarismo. Estivesse eu convencido de que toda a luta pela liberdade está necessariamente votada ao fracasso, e lutar não teria qualquer sentido. Não, se não estou completamente pessimista é em primeiro lugar porque sinto em mim exigências que não são apenas minhas, mas que em mim são as de todos os homens. Por outras palavras, é a certeza vivida da minha própria liberdade, na medida em que é liberdade de todos, que me dá ao mesmo tempo a exigência de uma vida livre e a certeza de que essa exigência é — de forma mais ou menos clara, mais ou menos consciente — a de cada um.


Jean-Paul Sartre, in Situações X - Politica e Autobiografia
Entrevista de Michel Contat, Junho 1975

Edições António Ramos
Tradução de Pedro Tamen

Publicado por dolphin.s em 10:44 AM | Comentários (2)