abril 15, 2005

e no meio

Agora,
dispostas as coisas, o silêncio, os bens,
a cadeira junto ao mar,
só tu cruzas o sobressalto dos meus domínios,
em direcção ao dia.
Entre o ar e as folhas
respira a tua desordem, fulminando as rosas.
Ao anoitecer,
um homem enreda-se nas teias do seu mal, e
no meio incendeias a voz.
És a minha voz, o alto sangue queimado.



José Agostinho Baptista, de Paixão e Cinzas in Biografia

Publicado por jm em abril 15, 2005 04:17 PM
Comentários

Não sei porque este texto arrepiou-me.

Dito por: Ofeliazinha no dia 19 de abril 2005, às 15h43

Como não conhecia este poema, fiquei duplamente emocionada.

http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/

Dito por: Andreia no dia 24 de abril 2005, às 01h12