Por uma cona assim eu perco o tino
e tudo o mais desamo que não faça
como rata em soneto de Aretino:
a um caralho dar frequente caça
porque essa cona tem da melhor raça
a traça que se diz «donaire fino»
se rosto fora ela e não conaça
onde o tesão divino toca o sino
com uma cona assim aquel' menino
Cupido troca as setas pela maça
martela meus colhões num desatino
que do Rossio ecoa até à Graça
ela é a melhor rata que dá caça
a este meu javardo de inquilino
Lisboa
28-XII-81
Fernando Assis Pacheco, in Respiração Assistida
Ai não gostei disso. :(
Dito por: Ofeliazinha no dia 9 de março 2005, às 14h52porquê?
Dito por: dolphin.s no dia 9 de março 2005, às 14h59a ligação com as palavras difíceis, mas que dizem o que é preciso dizer, nem sempre é fácil.
não gostar é isso mesmo, não gostar... mas porquê?
Dito por: jm no dia 9 de março 2005, às 17h21bem....façe a este poema tenho a dizer que á partida quem o escreveu deve ter contacto com outras motivações literárias que o façam ter noçaõ do que é realmente aceitavél dizer...."cona"?!custa_te muito pernunçiar ao que realmente te referes!?
hum.....acho que isso demonstra a tua falata de ao que tu chamas "cona".....
saga*,
tenho alguma dificuldade em perceber o que escreveste. mas cá vai qualquer coisa
o autor do poema já morreu. pelo que sei, e basta pesquisar um pouco, não deve ter tido problema com falta de sexo.
aquilo a que se chama cona, pode ser dito vagina.
não percebi o que pretendes com o teu comentário.
em termos literários cona serve tão bem, ou melhor, do que vagina para exprimir afectos de carne em vez de afectos de amor.
em termos socialmente correctos, ou em termos bobone (nome engraçado), "cona" não será aceitável... mas a bobone não tem influência aqui.
e não sei o que queres dizer com a ausência de qualquer pronunciação.
Dito por: jm no dia 15 de março 2005, às 21h05bem....secalhar fui ao k se chama emotiva....li..nao gostei e pronunciei_me....simplesmente acho que está pesado...refiro-me ao contexto..mas se o autor pretendia demonstrar afectos de carne nao deveria utilizar palavras tao bruscas..."afectos de carne" correrspondem a ligaçoes mais intimas que puramente sexo...!nao achas?!
Dito por: saga* no dia 16 de março 2005, às 11h32como disse antes, é lícito não gostar - isto é algo tão óbvio.
o poema é quase ofensivo para a maioria das maneiras de ser. mas, eu acho-o divertido. exprime o que eu sinto por alguém em termos que eu utilizaria.
claro, poderás considerar - e, agora, não faço mais que especular o teu possível pensamento ;) - que se conversasses comigo ao vivo terias um substantivação horrenda de asneiras... não seria assim.
afectos da carne são mais que sexo puro, concordo.
o autor poderia ter sido menos brusco? claro. mas não foi ;) e, peço-te atenção, estou a utilizar a tua adjectivação... porque, em verdade se leia, que o autor fala tão só de namoro de um ao outro; nunca descreve qualquer acto de consumação sexual.
Deixo-te o seguinte link, caso queiras saber mais sobre o autor: http://universosdesfeitos.weblog.com.pt/arquivo/097300.html
Dito por: jm no dia 16 de março 2005, às 12h24:)gostei do que li acerca do autor....bem secalhar vejo-me um pouco retrógrada em relação a certos temas...e enfim...nao tenho conseguido evoluir a mentalidade(quem ouvir até pareçe que caio de velha...!não que tenha algo contra eles...nem por sombras)hum...
utilizado palavaras tuas "é lícito não gostar "...nem todos se podem vergar a todo o tipo de poemas:)
enfim.....mas tenho que concordar contigo quando dizes que o poema exprime directa e objectivemente ao que se refere....
sim...isso é verdade...e realmente é nisso que devemos focar e avaliar a nossa vida...através de palavras directas e objectivas..caso contrário nunca xegariamos a atingir algum tipo de escolha..ficaria tudo muito mais complexo...nao é?
Olha ó JM, já que gostas tanto da palavra cona - vai prá cona da tua mãe.
Dito por: coninhas no dia 16 de março 2005, às 15h50vim de lá quando nasci e não preciso voltar.
e tu que não gostas de cona e preferes várias pequeninas - pedofilia? -, ver se aprendes alguma coisa e vai ler, por exemplo:
"Cunnus, Repressão e Insubmissões do Sexo Feminino"
do jornalista catalão Alberto Hernando, publicado na Antígona
para diversão lê Sade.
Dito por: jm no dia 16 de março 2005, às 16h07