Algumas certezas são lages
Onde te sentas num dia muito quente
E pões muito ah
Quando começas a chover
Quando percebes as ruas
Que nos atiram para muito longe
Que nos separam
Como travessões e vírgulas.
Escreves para enganar a solidão
Vives o kitsch e o design dos móveis
Vais à janela ver outra janela
Pressentir, lá em baixo, o cimento
O alcatrão, cenários assim de miséria
Onde te te queres como exemplo.
Abres a torneira do poliban
Deixas a água salobre chegar ao estômago.
Carlos Bessa, in Em Trânsito
Oi Carlos, tudo bom?tava passando e me peguei adimirando esse poema, lindo....Parabéns, posso colocá-lo no meu blog?
aparece lá:http://andrealinda.zip.net.um abraço
soidão não... deverá ser solidao
Dito por: maryjo no dia 17 de dezembro 2004, às 12h15Correcção efectuada, obrigado :)
Andrhea,
não sei o contacto do Carlos.
Dito por: jm no dia 17 de dezembro 2004, às 12h35não sei definir o que há de inquietante neste poema...
talvez uma ideia de desolação, ou de afastamento, talvez uma certa crueza, não sei.
Venho apenas desejar um Abençoado Natal. WB
Dito por: whiteball no dia 21 de dezembro 2004, às 13h19