O amor é como o fogo, não se propaga
onde o ar escasseia. Mas não te preocupes,
eu fecho mais a porta.
Gestos e paveias, acendalhas, o isqueiro
funciona! Poderoso combustível
é o corpo. Acende deste lado.
Ainda não é tarde, foi agora anunciado
pela rádio, são dezoito e vinte cinco.
Respira-nos, repara, a ilusão
de que a vida não se esgota, como os saldos
de verão. E a morte, à medida que te despes,
vai perdendo o nosso número de telefone.
José Miguel Silva, in Ulisses já não mora aqui
Uma má paródia ao soneto de Camões, parece-me. Como que a redimi-lo (um pouco)temos abaixo Ameaças, e já é outro, redimido, e com outra voz, em Stalker. Isto sou eu a pensar alto neste blogue excelente, de visita obrigatória.
Dito por: mb no dia 10 de junho 2004, às 18h11