É tarde há tanto tempo.
Mas vai, se acreditas.
Talvez chegues à razão
suficiente,
ao lugar onde perdeste
a estrela de xerife,
as rodas laterais
da primeira bicicleta.
Diz adeus à vida doce
que te nega, diz comigo:
a urze não se dobra,
a torre não defende,
a noite não esconde
que ficou para ficar.
Quem sabe recuperas,
de trigo a mangual,
o centro cambiante do amor.
José Miguel Silva, in Ulisses já não mora aqui
para a Cristina M. Fernandes
comprei esse livro na Poetria (no Porto) há tempos. não fazia ideia de que era tão belo. o título é fantástico! :D
Dito por: claire lunar no dia 8 de junho 2004, às 11h36já antes deixei poemas desse livro aqui no Silêncio. :)
Dito por: jm no dia 8 de junho 2004, às 11h44obrigada ;-)
Dito por: cristina no dia 8 de junho 2004, às 12h27não tens que agradecer! são mimos merecidos :)
Dito por: jm no dia 8 de junho 2004, às 22h14Sincronicidade, belo....
Fiz um filme,
Ulysses, a pensar em Tarkovsky,
encontro este belo poema, agora quero ler todo este livro,
José Otávio
Itu
Brasil