Pego na folha de papel, onde o bolor do poema se infiltrou levanto-a contra a luz, distingo a marca de água (uma ténue figura emblemática) e deixo-a cair. Quase sem peso, embate na parede, hesita paira como as folhas das árvores no outono (o mesmo voo morto vegetal) e poisa sobre a mesa para ser o vagaroso estrume doutro poema.
Carlos Oliveira, in antologia poética, Ed. Quasi
Carlos de Oliveira e o seu neorealismo!
Eu gosto!
Abraço, WB
Coimbra no seu melhor... Tá excelente a imagem! Parabéns!
Dito por: Muska no dia 18 de abril 2004, às 22h04brigada muska ;)
Dito por: dolphin.s no dia 19 de abril 2004, às 10h11