abril 16, 2004

Papel

Pego na folha de papel, onde o bolor do poema se infiltrou levanto-a contra a luz, distingo a marca de água (uma ténue figura emblemática) e deixo-a cair. Quase sem peso, embate na parede, hesita paira como as folhas das árvores no outono (o mesmo voo morto vegetal) e poisa sobre a mesa para ser o vagaroso estrume doutro poema.



Carlos Oliveira, in antologia poética, Ed. Quasi

Publicado por jm em abril 16, 2004 12:11 PM
Comentários

Carlos de Oliveira e o seu neorealismo!
Eu gosto!
Abraço, WB

Dito por: whiteball no dia 17 de abril 2004, às 23h26

Coimbra no seu melhor... Tá excelente a imagem! Parabéns!

Dito por: Muska no dia 18 de abril 2004, às 22h04

brigada muska ;)

Dito por: dolphin.s no dia 19 de abril 2004, às 10h11