Sabes, leitor, que estamos ambos na mesma página
E aproveito o facto de teres chegado agora
Para te explicar como vejo o crescer de uma magnólia.
A magnólia cresce na terra que pisas — podes pensar
Que te digo alguma coisa não necessária, mas podia ter-te dito, acredita,
Que a magnólia te cresce como um livro entre as mãos. Ou melhor,
Que a magnólia — e essa é a verdade — cresce sempre
Apesar de nós.
Esta raiz para a palavra que ela lançou no poema
Pode bem significar que no ramo que ficar desse lado
A flor que se abrir é já um pouco de ti. E a flor que te estendo,
Mesmo que a recuses
Nunca a poderei conhecer, nem jamais, por muito que a ame,
A colherei.
A magnólia estende contra a minha escrita a tua sombra
E eu toco na sombra da magnólia como se pegasse na tua mão
Daniel Faria, in Dos Líquidos
tem havido por aí muitas magnólias... no tempo dual, no little black spot, na natureza do mal...
he he anda tudo muito inspirado!
pré-primavera?
eu cá só vejo mimosas!
'tão lindas!!!
8)
Dito por: margarete no dia 6 de fevereiro 2004, às 11h45=}
Dito por: margarete no dia 6 de fevereiro 2004, às 11h58lindo. intenso. meu.
Dito por: JAR no dia 6 de fevereiro 2004, às 12h148)
teu quê?
=/
Dito por: margarete no dia 6 de fevereiro 2004, às 12h17Ha tempos nao via tao belo...tao nitido.
Ha tempos nao me via lagrimas com tanta doçura, com tanta vergonha do rsoto molhado bem no meio dia!
Com as maos meio que abandonadas no tempo...sem ter onde colocar...sem bolsos...sem cabelos pra mexer...sem nada pra segurar.
Ha tempos nao engasgava a tela, o teclado...as palavras.
As paredes.
E me deixas em paz..mesmo coma as maos agora ocupadas!
agora corro... vou... corro
verei as mimosas em flor, pelo caminho, eu sei, também verei as magnólias
veizos!
bom fds!
8)
Dito por: margarete no dia 6 de fevereiro 2004, às 14h29Vejo construir com a minha colaboração, pontes, viadutos, estradas e túneis, num sítio chamado "Quinta da Magnólia".
Pergunto-me por vezes se as flores conseguirão nascer no betão.
Dito por: Carlos no dia 6 de fevereiro 2004, às 15h53Gosto de Nietzsche, da Simone, do Vergílio, mas também gosto de te ler a ti."A magnólia estende contra a minha escrita a tua sombra
E eu toco na sombra da magnólia como se pegasse na tua mão": simplesmente admirável esta construção poética.
*Abraço amigo*
"O homem procura um princípio em nome do qual possa desprezar o homem. Inventa outro mundo para poder caluniar e sujar este; de facto só capta o nada e faz desse nada um Deus, uma verdade, chamados a julgar e condenar esta existência"
Nietzsche, Friedrich
Prefiro a definição de Nietzsche à de Vergílio... muito simplesmente porque a palavra destruir em Português é demasiado forte e não gosto da expressão desconstruir por a achar pomposa...
Um abraço, se calhar um pouco confuso...
Francisco Nunes
"A magnólia estende contra a minha escrita a tua sombra
E eu toco na sombra da magnólia como se pegasse na tua mão"
jm... *
Dito por: Sandra C. no dia 8 de fevereiro 2004, às 17h02muito belo este poema!
e do mesmo autor:
"Magoa ver a magnólia cair. Acredita.
O relâmpago vem
Sobre ela. A tempestade.
As plantas são tão frágeis como as cabanas dos homens.
Somos muito frágeis os dois neste poema
Com o relâmpago, a cabana, com a magnólia aos ombros
Sem nenhum terreno pulmonar intacto
Para depois de nos olharmos um de nós dizer
Plantêmo-la aqui - aqui
É o meu pulso, a minha boca
É a retina com que procuras, é a madeira da porta
Com que te fechas em casa. prometo-te
Eu nunca vou fechar os olhos
As mãos."
só realmente conheçe esta flor,pode dizer o quanto é belo ve-la.a magnolia é a flor da paixao,da honestitade.para min uma das mais lindas flores em arvore que vi.
Dito por: joana no dia 3 de junho 2004, às 23h13