Faço hoje 55 anos. Quem disse que o tesouro dos poetas são "montes de
papéis desarrumados / e barras de oiro quando o sol se põe"?
Eu não aspiro a tanto, mas tenho alguns bens: sapatos novos, calças de
ganga, uma camisa de flanela e um relógio de pulso.
Depois de 50 anos de chatice, que tal?
A Poesia foi, para mim, corso: de quando em vez, fazia abordagens. Claro
que trago comigo, como qualquer pirata que se preza, o mapa desse tesouro,
onde ninguém o encontrará: na pala do olho direito — com o esquerdo, não
sei porquê, vi sempre melhor.
Sebastião Alba, in Albas
Sebastião Alba, ficará na história dos homens que abraçaram a arte da vida, de forma singular.
Para além disso, é um escritor de excelência.
Dito por: carlos no dia 3 de fevereiro 2004, às 17h38"A vida mais doce é não pensar em nada"(????)
Nietzsche, Friedrich
Um abraço,
Francisco Nunes
gostava de inventar...palavras
inventos são...versos
poemas que eu e tu lês
todos nós os consumimos
poucos recordam quem os fez
linhas, curvas, rabiscos
uma descrição a acompanhar
três anos para uma patente
montes de dinheiro a gastar.
fernando nogueira gonçalves www.invento.web.pt
dedico a você:
E não seria, Francisco?
Não pensar, não preocupar, não questionar....
É por isso que acredito no cliché: felizes são os ignorantes.
A ignorância é a única maneira de se conseguir viver com um eterno sorriso nos lábios e de passar pela vida com a leveza de uma criança.
onde é que tu vais desencantar estas fotografias?!! excelente..... como tudo aqui.
Dito por: hmbf no dia 3 de fevereiro 2004, às 21h38'A ignorância é a única maneira de se conseguir viver com um eterno sorriso nos lábios e de passar pela vida com a leveza de uma criança.'
E isso não será só sobreviver?
Todos nós, para sobreviver, nos fazemos passar por imbecis (de vez em quando).
Daqui outra questão:
A imbecilidade será uma arte?
-Parece, às vezes...
Um abraço,
Francisco Nunes
Sim Francisco, concordo: será sobreviver, vegetar, tudo isso...
Mas será que não seremos apenas nós, do lado de fora, a ver isso?
Para eles nós somos uns tristes, deprimidos, e outros adjectivos...
Nem sempre é uma arte: para a maioria será a única forma de vida que existe, a única que conhecem e a única que admitem como real. A vidinha "normal".
bom dia!
a ignorância genuína não será uma arte na medida em que é isso mesmo, genuína, instintiva, como diz a dolphin, não conhece outra forma de ser/estar, logo não exige mais e encontra satisfação em si mesma.
o conhecimento transporta insatisfação, desejos, frequentemente irrealizáveis e aí sim, sobreviver vai exigir não só existir mas também alguma arte (porque pressuponho na palavra "arte" uma intenção cognitiva talvez) para se conseguir existir.
mas em qualquer um dos casos, a questão é mesmo sobreviver, consciente ou inconscientemente (fará algum sentido o que escrevi?)
Dito por: margem no dia 5 de fevereiro 2004, às 11h24