Cada passo na marcha do progresso, derrubadas o que os especialistas do «enganar a fome» chamam as nossas «barreiras mentais», isto é, a antiga experiência de uma qualidade e de um gosto, permite avançar ainda mais na industrialização. E assim a congelação e a passagem rápida à descongelação serviram antes do mais para comercializar «coxas de aves», por exemplo, compostas de matéria triturada e reconstituídas artificialmente. Neste estádio, a matéria em questão ainda tem relação com o seu nome, «ave», o qual só é usado como evocação do que podia ter sido realmente uma ave que tivesse escapado à indústria pecuária. Assim, uma vez aceite a forma, é possível alterar o conteúdo mais facilmente: o exemplo chega de novo do Japão - ex Oriente lux - onde as «patas de caranguejo» e os «camarões» são, na verdade, produzidos industrialmente a partir de peixe de baixo preço, depois reconstituído com aquela aparência.
Guy Debord, in Enganar a Fome
isto é um texto embalsamado.
Dito por: arosendo no dia 8 de janeiro 2004, às 16h33O país está cinzento, os portugueses andam cinzentos, o fado é cinzento …que me perdoem os fadistas mas, …não há por aí uma marcha?
Dito por: fernando nogueira gonçalves no dia 11 de janeiro 2004, às 15h49os amantes do fado que me perdoem, mas o fado é a música feita à medida dos portugueses: tragédia inconsolável... e tanto conformismo...
Dito por: dolphin.s no dia 12 de janeiro 2004, às 10h58portugal é uma delícia do mar!
Dito por: cândida no dia 13 de janeiro 2004, às 17h13lol!!!
Dito por: dolphin.s no dia 13 de janeiro 2004, às 19h06