Não peças garantias, não peças segurança, esse animal nunca existiu. E se existisse, seria relacionado com a enorme preguiça que se pendura de cabeça para baixo numa árvore durante todo o dia e todos os dias, passando a vida a dormir. Isso que vá para o Inferno!», disse. «Abana a árvore e atira a enorme preguiça ao chão.»
Ray Bradbury, in Fahrenheit 451
Às vezes temos de abanar mesmo a árvore, a nossa vida, para que não fiquemos preguiçosos e acomodados. Porque essa garantia ou segurança que vislumbramos não existe, é apenas uma miragem de quem já se acomodou!
Dito por: jotakapa no dia 28 de dezembro 2003, às 17h56...Ao abanar a árvore da minha preguiça, caiu o seguinte:
EDVARD MUNCH
O Grito,
o grito verde, adstringente,
e as raparigas
na ponte,
evitando a repetição
das cores
e o fascínio da água.
Eu que não sei,
que posso aprender?
JOSÉ ALBERTO OLIVEIRA(1952)
"Por Alguns Dias".
Morfeu
Dito por: morfeu no dia 29 de dezembro 2003, às 01h06Gosto muito muito de Munch... este fim-de-semana vi um livro sobre ele lindissimo... proporcional ao preço :(
Livros de arte são um privilégio acessível apenas a alguns, infelizmente :(
Valha-nos a Taschen :)
Beijo grande kay.
Grandes entradas com os sorrisos e o coração tão quente como sais de 2003 ;)
Dito por: dolphin.s no dia 29 de dezembro 2003, às 10h26