novembro 29, 2003

Pastoral

Seus novíssimos guardadores de rebanhos, vocês, a mim, não me tangem.
Eu nunca me esquecerei dos pastores que vi na infância, a quem o crepúsculo punha no contorno uma linha de sombra e, tantas vezes surdos-mudos, guardavam no vislumbre de cada olhar a ovelha que reconduziam à pedrada e amavam. Vocês, a mim, não.

Não obstante a tua atenção começar a desprender-se das sobras destes filhos da puta, não te esqueças de que elas, ainda compactas, estão em marcha.

Se caíres entre os cães, lambe-te e ajuda-te a morrer, meu doce lobo.
Isto parece um poema? Ainda não é. Poderia dar-lhe outro timbre. Mas a poesia e eu estamos de costas voltadas, só quando nos entreolhamos, algumas palavras fluem.


Sebastião Alba, in Albas

Publicado por dolphin.s em novembro 29, 2003 07:00 PM
Comentários

Minha Senhora!
Sou alcoólico anónimo.Conheci o Sebasti-ao quando andávamos ao milho e às galinhas.
Soube por um amigo comum, o José Capado, que tem lugar para sem abrigos no seu blog.
Espero que aqui esteja seguro da bófia. Roubaram-me um texto que escrevi para uma mula intelectual que andava a atacar nas traseiras da sacristia a ver se fazia algum para emigrar para a celebridade.
Gostava de me inscrever aqui no Silêncio.
Ainda sou saudável. O último esquentamento curei-o no concerto dos Nirvana com um borracho cheio de piercings na mona, que dava pelo nome de Golfinha.
O panilas do namorado foi com o Alba pró galinheiro enrolar um pouco de Cheat.
Sei que para entrar aqui no Blog tem que se apresentar cartão do Centro de Saúde Mental.
Sou Esquizofrénico como vocês, acho que nos vamos dar bem daqui para a frente.
Camaradas da Miséria!
Saudações e muitos manguitos!


O Homem da Margem

Dito por: o h da margem no dia 29 de novembro 2003, às 21h35