Contudo, contudo,
Também houve gládios e flâmulas de cores
Na Primavera do que sonhei de mim.
Também a esperança
Orvalhou os campos da minha visão involuntária,
Também tive quem também me sorrisse.
Hoje estou como se esse tivesse sido outro.
Quem fui não me lembra senão como uma história apensa.
Quem serei não me interessa, como o futuro do mundo.
Caí pela escada abaixo subitamente,
E até o som de cair era a gargalhada da queda.
Cada degrau era a testemunha importuna e dura
Do ridículo que fiz de mim.
Pobre do que perdeu o lugar oferecido por não ter casaco limpo com que aparecesse,
Mas pobre também do que, sendo rico e nobre,
Perdeu o lugar do amor por não ter casaco bom dentro do desejo.
Sou imparcial como a neve.
Nunca preferi o pobre ao rico,
Como, em mim, nunca preferi nada a nada.
Vi sempre o mundo independentemente de mim.
Por trás disso estavam as minhas sensações vivíssimas,
Mas isso era outro mundo.
Contudo a minha mágoa nunca me fez ver negro o que era cor de laranja.
Acima de tudo o mundo externo!
Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim.
Álvaro de Campos
"Eu que me agüente comigo e com os comigos de mim."
Dito por: margarete no dia 24 de novembro 2003, às 13h54eu tendo a confundir o cor-de-laranja com as trevas....
Dito por: kay no dia 24 de novembro 2003, às 13h59o cor-de-laranja anúncia as trevas...
Dito por: dolphin.s no dia 24 de novembro 2003, às 14h02a chuva nesta tarde é a minha tristeza.
eu que seja forte e faça nascer um sol noutro lugar dentro de mim.
hoje não chove.... ameaça, mas estou a guardar a chuva para outro dia...
Dito por: dolphin.s no dia 24 de novembro 2003, às 14h17nasceu o sol. aqui.
Dito por: margarete no dia 24 de novembro 2003, às 14h47gostava de assistir a esse parto... ao primeiro dos partos..... .. . . .... .
Dito por: kay no dia 24 de novembro 2003, às 14h51sem epidural.
Dito por: margarete no dia 24 de novembro 2003, às 14h52SINTO LUZ.
Dito por: arosendo no dia 24 de novembro 2003, às 15h09sinto frio.
um cadito só.
mas é frio, tenho a certeza de que é frio...
Dito por: margarete no dia 24 de novembro 2003, às 15h44eu sinto sono.... tantoooo sono!!!!
desculpem lá acabar assim com as metaforas ;P
i'm dying in here!!!
Dito por: dolphin.s no dia 24 de novembro 2003, às 15h50pronto!
uma desculpa para cantar a tal canção
(nota: 'mestre andré' passa a 'mastramé'- era assim que a minha mãe cantava em pequenina...)
1
2
3
pigarreio
foi na loja do mastramé que eu comprei um pianinho
(um pianinho anárquico)
plim plam plum
um pianinho (anárquico)
ai ó lé ai ó lé
foi na loja do mastramé
foi na loja do mastramé que eu comprei um violino
(um violino cheio de luz)
firo liro laro liro ló
ai ó lé ai ó lé
foi na loja do mastramé
...
quem continua?
(d.s, mais acordade?)
ai ó lé ai ó lé
foi na loja do mastramé
ai ó lé ai ó lé
foi na loja do mastramé
ai ó lé ai ó lé
foi na loja do mastramé
8)
Dito por: margarete no dia 24 de novembro 2003, às 15h59LOL!!!
as pombinhas da catrina... onde é que elas já vão??
Dito por: dolphin.s no dia 24 de novembro 2003, às 16h02andam por aí de mão em mão
as desavergonhadas.
:)
Dito por: kay no dia 24 de novembro 2003, às 16h37