novembro 17, 2003

estória

Soldado        Fomos a uma casa mesmo à saída da cidade. Tinham desaparecido todos, A não ser um rapazinho escondido a um canto. Um outro de nós levou-o para fora. Deitou-o no chão e deu-lhe um tiro entre as pernas. Ouvi gritar na cave. Fui lá abaixo. Três homens e quatro mulheres. Chamei os outros. Seguraram nos homens enquanto eu fodia as mulheres. A mais nova tinha doze anos. Não chorou, ficou deitada ali. Virei-a ao contrário e —
Depois chorou. Obriguei-a a lamber-me todo. Fechei os olhos e pensei -
Dei um tiro na boca do pai. Os irmãos gritaram. Pendurei-os no tecto pelos testículos.

Ian        Lindo.

Soldado        Nunca fizeste isto?

Ian        Não.

Soldado        De certeza?

Ian        Não me ia esquecer.

Soldado        Esquecias.

Ian        Não ia conseguir dormir.


in Ruínas, Sarah Kane
tradução de Pedro Marques

Publicado por jm em novembro 17, 2003 11:37 AM
Comentários

está a acontecer neste momento, não é?

algures por aí
tão perto da nossa essencia humana irmandade

querer enraivecer
e ficar, tal qual, como eles

não consigo teclar mais

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 12h01

é pena que muita gente ainda pense que é só teatro ou exagero de menter doentes... os doentes são eles, que se fazem autistas.

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 12h04

eeerr... menter = mentes

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 12h05

p.f. não digam autistas

estou farta que utilizem essa expressão numa analogia inexistente

o autismo é uma forma especial de se ser

é uma forma de ser do mundo (não há essas poesias de viverem num mundo só deles!)

eu tb vivo num mundo que não compreendo
é isso que acontece no autismo
os dispositivos que nos deixam aprender, por exemplo, a linguagem, estão avariados, então, ficam isolados da nossa informação

nós tb, nós tb ficamos isolados da informação deles, os portadores de autismo

e não são feios como aqueles a quem te querias referir


a diferença é que, se estivermos atentos, o 'autista' tenta encontrar a comunicação connosco, temos de estar muito sensíveis a isso, qdo acontece...
qdo acontece, vives um momento tão lindo, tão belo que querias abraçar o mundo

os outros, não sabem sequer o que é não comunicar.

desculpa a arrogância.

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 12h12

.. . .. . .. ..... ... .

Dito por: kay no dia 17 de novembro 2003, às 12h16

kay........

.... .. . ....

porquê?.. . ..... .. .

sentes-te bem?


8)

ajuda um sorriso? sei que é nada mas... . .... ..

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 12h19

não peças desculpa... não tens que...

eu sei que a analogia não é perfeita... tenho alguns conhecimentos da doença - muito menos que tu, pelos vistos :)
usei-a porque o que sentes perto de alguém autista, é que não consegues entrar no mundo dele, e, com a devida distância, é o que sinto com pessoas que se isolam e ignoram o mundo - não consigo entrar no mundo que elas criam.

a diferença existe em que se uns tentam comunicar com o nosso mundo, os outros fazem questão de fingir que este não é real.

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 12h21

quando falas de autismo... o mundo é o mesmo.


adorava apanhar a pessoa que lançou essa ideia do 'vivem num mundo diferente', dava-lhe um safanão

o estrago que fez perante a compreensão que pode haver acerca do autismo

grrrrrrr

olha!
tenho garras!
sairam agora mm, não sabia
hehe

que fazer com elas?!

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 12h25

usá-las ;)

e eu vejo cada pessoa como um mundo... tu és um mundo diferente de mim ;)

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 12h28

não não estou muito bem mas um sorriso é bom é muito mais que nada nada é que me atormenta não não estou muito bem e se calhar estou o nada é me atormenta sou tanta gente que por vezes não sei quem sou nada sou tão evidente que por vezes me torno invisivel nada sou tão preciso de um soco pode ser nos dentes pode ser no estômago logo vou à procura de quem me moa o corpo e o espiríto

Dito por: kay no dia 17 de novembro 2003, às 12h29

para moer espiríto estamos cá nós ;P

e para sorrisos e abraços tb
[[[[[[[[[[[[]]]]]]]]]]]

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 12h33

sabes de que diferença, de que 'gap' me referia d.s, claro que vivemos em mundos diferentes, mas a corrente é possível, com os autistas tb


kay
kay

as metamorfoses, homem
se entenderes o processo custa menos

custa sp
mas, custa menos

custa-me ver os outros em metamorfose, pq não os gosto de ver em incompreensão, e, daí, é tão somente pq se estão a toran em pessoas mais bonitas

e parece-me que tu és bem bonito

outro sorriso, um empurrãozinho...


8)

(de olhos sp sp arregalados)

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 12h35

fazia-me falta umas pessoas iguais à imagem que construí à volta dos vossos nicks e das vossas palavras

preciso de pessoas novas

sou um sociófago

Dito por: kay no dia 17 de novembro 2003, às 12h38

assim seja.

um dia perguntei à d.s pelas 'blogrules' ela, claro, riu, uma gargalhada das dela, após uma pergunta das minhas

8)

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 12h43

eheheheheheh

as rules fazemo-las nós :P

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 12h45

não é a metamorfose que me atemoriza

a minha (nossa?) geração é fod*da...

eu sou muita gente... muitos figurantes e alguns protagonistas... está sol a mais...

o tempo não está dividido - encontra-se todo contido num instante - não há forçosamente relações causa efeito - deus morreu e para o vácuo que deixou foi absorvida a tecnologia - a realidade é a ficção e tudo é espectáculo - e eu queria ser menos desinteressado e queria não ter questões mas mais que isso queria tomar um chá quente às quatro da tarde, na praça parada leitão - e deixar de sentir que já não sinto verdadeiramente

Dito por: kay no dia 17 de novembro 2003, às 12h46

alimento-me do espírito
hão-de um dia cobrir o meu caminho com almas sem rumo
alimento-me da perdição dos sonhos
hão-de um dia descobrir quem sou

o mundo inteiro onde
pereceste ao olhar dos teus pares
é onde atravesso as pontes
um dia cobertas de espíritos
para me alimentar

Dito por: jm no dia 17 de novembro 2003, às 12h46

onde é essa praça?

às 4 da tarde estou a caminho do outro emprego/trabalho

VIVA! olá jm!
8)

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 12h49

"custa-me ver os outros em metamorfose, pq não os gosto de ver em incompreensão, e, daí, é tão somente pq se estão a toran em pessoas mais bonitas"

margarete, que maneira bonita de ver as metarmofoses!
é tão difícil entendê-las e, talvez por isso, como dizes, conviver com elas

Dito por: margem no dia 17 de novembro 2003, às 12h52

citando a d.s

'como se faz um smile envergonhado?'

olá margem,
long time no see

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 12h56

as metamorfoses doem, mas depois de cada uma delas, o caminho de volta fecha-se. não adianta desejar não saber, não questionar, sentir menos ou sentir mais.
o caminho que deixamos para trás há-de ter sempre deixado mágoa, dor, saudade, mas o que trouxemos dele para hoje é o que nos vai ajudar a suportar a metamorfose.
E amanhã será melhor assim... mesmo que hoje não pareça.

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 13h04

gosto de te ver assim d.s

gosto de ti

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 13h06

kay
desculpa a ignorancia, diz lá onde é essa praça, acho k sei qual é, qdo visito a pilar, vamos a um sitio, invariavelmente, que é numa praça que tem o nome leão pelo meio, não sei é essa


(saímos de lá com 'lêndias', será?...)

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 13h10

existe a metamorfose permanente. que é um estado de feiura estável. é possível a habituação... ou uma simulação da ideia de ignorância desse mutação inacabada...

a metamorfose é desejável... escrevo-o para alguéns que não se ficam por um só suspiro.


hello maggie!

Dito por: jm no dia 17 de novembro 2003, às 13h11

é isso mesmo, margarete.... . .. . .. . .. . .. . .. . .. ... . .. . ...é isso mesmo

Dito por: kay no dia 17 de novembro 2003, às 13h19

metamorfose permanente... sim... mas as que o não são doem mais... talvez por não estarmos habituados a elas.

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 13h26

vêmo-nos lá um dia destes, estive lá na 6 feira à noite...

agora só devo voltar em cerca de 2 semanas

diz olá à pilar

tu és aquele que bebe sp chá?

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 13h47

não, não sou esse

vai ao link identificado como ego, no meu blog, e descobre-me por lá

se não der, insiste - o site está parado há bastante tempo e por vezes o link não funciona

Dito por: kay no dia 17 de novembro 2003, às 13h57

diz 'não é possível apresentar a página'

deixa

qdo voltar lá aviso-te

bebemos chá

8)

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 14h01

pois.. .. .o problema do costume.. . . .. . mas olha que o site (não o meu log - mas o resto) é muito bom, foi pena ter acabado... . . .. ficamos combinados qto ao resto

Dito por: kay no dia 17 de novembro 2003, às 14h10

8)
okie dokie.

Dito por: margarete no dia 17 de novembro 2003, às 14h12


Que descrições arrepiantes... mas no entanto é o que acontece... quais direitos humanos, qual carapuça...

Este género de descrições são muito frequentes nos livros do Malraux, "A Condição Humana" e "Os Conquistadores"

Faz-me lembrar o seguinte pensamento do Vergílio Ferreira (que coloquei ontem no blog):

"Vi o fim do fascismo. Foi bom. Vejo o fim do comunismo. É bom. E vi durante toda a vida como um e outro foram úteis para o ódio se cumprir. Mas finda a utilidade desses pretextos, que outro pretexto vai ser? Curamos os efeitos da doença, guardamos a doença para outra vez. É a reserva maior do homem, essa, a do mal, Há o que lhe é inevitável, mas não lhe basta. Cataclismos, traições do irmão corpo. Não chega. E a própria morte, que é a sua fatalidade, ele não a desperdiça e aproveita-a para ir matando mais cedo. Como a um animal do seu sustento. O homem. Que enormidade."

Dito por: Paulo Silva no dia 17 de novembro 2003, às 14h37

"É a reserva maior do homem, essa, a do mal"

infelizmente é a verdade absoluta...

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 14h39

pois, o mal é permanente. poderá assumir formas exteriores diferentes ao longo da história da humanidade. mas da sua essência creio que não se poderá esperar mudança alguma.

Dito por: margem no dia 17 de novembro 2003, às 15h20

também não acredito na mudança margem :(

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 15h30

sobre as metamorfoses pessoais -
as minhas são permanentes e indesejáveis. há a desejável, claro, e tenho tentado chegar lá, mas é realmente doloroso e às tantas já nem sei o que sou, quem sou... aliás, acho que nunca soube. como disse, a propósito doutro texto, a principal pedra no meu caminho sou eu.

Dito por: margem no dia 17 de novembro 2003, às 15h40

somos aquilo que somos no momento em que o pensamos... daqui a nada já seremos isso mais (ou menos) outra coisa.
não dar nada por garantido... nem nós mesmos.

a impossibilidade de sermos uma só pessoa... ou sempre a mesma pessoa.

a imutabilidade só pertence a quem nada vê e/ou nada sente. só assim é possível a ideia de imutabilidade.

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 15h46

a mutabilidade é positiva se for construtiva

mas há um cansaço, anos que passam a sentir e pensar e melhorar e retroceder e gostava de parar e conseguir dar alguma coisa (positiva)como garantida em mim

Dito por: margem no dia 17 de novembro 2003, às 15h54

margem.... não vês nada positivo conseguido por ti, em ti?

eu vejo... vejo tudo aquilo que partilhas de ti, aqui. vejo aquilo que nos dás, que muitos podem achar ser nada por ser virtual, mas que, pelo menos eu, vejo como mais real, mais carne e mais sentido do que todo o mundo real que nos vendem lá fora.
vejo uma margem bonita, sempre a tentar conter as cheias e nem sempre a consegui-lo :)****

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 16h02

:)
vejo coisas positivas, sim, mas logo a seguir também vejo as negativas, as cinzas são cíclicas, até as que se acumulam no meu cinzeiro ;)

e tu vês uma pessoa que, aqui, neste Silêncio, está longe de algumas das coisas que nela despertam o pior.

Dito por: margem no dia 17 de novembro 2003, às 16h24

pois, margem do tejo em dia de cheias, mas eu não acredito em pessoas sem lados maus, cinzentos ou pretos. até vermelhos fulminantes ehehehe

assim como não acredito em preto e branco... somos a mistura das cores todas, que nos levam do branco ao preto, e vice-versa, às vezes no mesmo dia...

sou muito preto.. .e vermelho fulminante mais vezes do que as que gostaria... mas a minha côr é o azul ;)

vou tentando atenuar algumas cores, mas também não as quero eliminar.. deixaria de ser eu....

e com toda a m3rda que consigo fazer às vezes, e com todo o preto em que me torno outras tantas, até gosto de mim... o azul equilibra... o problema é equilibrar as cores até voltar a encontrar o azul eheheh às vezes demora!

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 16h46

"Ruinas" é uma peça escrita numa época crítica da história da Europa. Eu recordo essa época, até porque não foi há tanto tempo assim. E tenho igualmente em mente o que nessa altura vinha noticiado em jornais, revistas e na televisão sobre a evolução dos acontecimentos no terreno. Parecia que tínhamos voltado à Europa da 2ª Guerra Mundial. Com outras proporções, mas igualmente com uma carga trágica medonha. Até campos de concentração voltaram a surgir. E fossas com cadáveres humanos vieram a ser descobertas. A conflitualidade étnica foi brutalmente confrangedora. E claro, violações. De todos os tipos. E das mulheres. E das crianças. Como infelizmente acontece quando há guerras.
A cena que aqui se apresenta entre o Soldado e Ian traduz a tragédia de toda essa realidade. Dessa realidade que pode ser representada e que Sarah Kane teve a sensibilidade e inteligência suficiente para não deixar escapar. E bem ao seu jeito (basta ler e reflectir sobre toda a sua produção teatral para poder dizer isto com segurança), tudo foi feito e tornado possível de visualizar com a brutalidade que à realidade corresponde. Porque o teatro é também mundo real. Porque o teatro espelha o mundo real. Porque o teatro é uma "caricatura" demasiado parecida com o mundo real.
Sarah Kane não põe reservas no que escreve nem tem medo do escândalo. Não se preocupa com indignações "queques" nem com choradinhos de ocasião. Sarah quer chocar. Quer fazer gritar o que é, perante as pessoas, e fazê-las pensar seriamente sobre aquela que é a sua condição. Sobre aquela que é a sua essência.
Este pequeno excerto de "Ruinas" permite ver isso. Tão clara e imediatamente. Fazer humor com o que aqui está ou a partir daqui, é absolutamente despropositado. É escandalosamente despropositado e só revela imaturidade perante os problemas que nos rodeiam e nos quais nós chafurdamos todos os dias. Porque queremos ou porque somos obrigados a isso.
O cenário de uma guerra, qualquer que ela seja, deve ser motivo sério para reflexão. Deve ser mais um triste pretexto para nos debruçarmos sobre aquilo que o Homem é como ser racional e, com essa mesma racionalidade, o que ele pode fazer de mais grotesco. Violar, matar, torturar, enfim, tudo o que fôr é o resultado dessa mesma doente ou doentia condição.
O soldado é o que é e representa o que representa. Ian é o que é e representa o que representa. O que não está aqui apresentado, mas que faz parte da peça, tem igualmente um papel e lugar próprios. Tudo, mas tudo isso é um cenário e uma potentíssima matéria para nos olharmos e para pensarmos o que é que andamos cá a fazer e como nos queremos posicionar face aos outros. E isso deve ser feito, na minha, e por isso muito discutida opinião, sem um discurso "tipo engraçado". Por favor, sem humor!
Sarah Kane preferia o chocante. Mas é o chocante que é real. É o chocante que nos derruba de um sono e de sonhos que parece insistimos em viver diariamente.

Sandra

Dito por: Sandra no dia 17 de novembro 2003, às 18h25

Dolphin.s:

obrigada pelas "Ruinas".

Sandra

Dito por: Sandra no dia 17 de novembro 2003, às 18h34

o choque intencional de Sarah fica claro lendo esta peça (o todo), ou qualquer peça dela... não me pareceu ter visto humor, mesmo assim, dentro dos comentários aqui presentes.

penso que a tua reflexão, Sandra, está prevista para uma audiência... e imaginei-te - embora não te conheça - numa mesa de debate, esgrimindo as palavras com uma fúria digna das explosões de Woolf.

:)

Dito por: jm no dia 17 de novembro 2003, às 18h46

Olá jm!

quando me refero a "humor" estava a falar na generalidade e não a referir-me a alguém em particular.
Quanto à reflexão, é só para ficar registada. Livra-me das audiências!

Sandra :))

Dito por: Sandra no dia 17 de novembro 2003, às 18h58

Já agora: uma estória da História.

Sandra

Dito por: Sandra no dia 17 de novembro 2003, às 19h17

a mim não tens nada que agradecer... o trabalho veio da Chuva ;P


gostei muito de te ler... e como o jm disse, quase que te via à frente de uma mesa de debate de riste em punho!

e agora me recordo de um riso... que de facto houve, aquando da apresentação do Ruínas.... enfim...

Dito por: dolphin.s no dia 17 de novembro 2003, às 19h44