Aquele que me habita, e escreve, vive algures numa espécie de treva. Quase nada sabe da sua própria escrita. Menos ainda falar dela.
Sabe, apenas, que por instantes uma incandescência terrível cresce dentro de si, ergue-se, nomeia as coisas e o mundo, apaga sombras, revela os ossos muito antigos das palavras... de resto, mais nada.
É no escuro das casas que se debruça para o papel e escreve, como se fosse o último homem a fazê-lo.
O deserto alastra em seu redor. Está só, tudo esqueceu.
A pouco e pouco o seu olhar reinventa um rosto, devassa um coração - a noite põe-se a pulsar, sangra - e a precária escrita ensina-lhe como alcançar o definitivo silêncio.
Apenas deseja que no momento em que parar o coração -e num movimento derradeiro se confundir ao estrume da terra — tudo se apague: manuscritos, livros impressos, fotografias, cartas, bilhete de identidade, registo de nascimento, etc.
E da sua passagem nada reste, absolutamente nada. Nem mesmo a impressão digital sobre o rosto que o acaso da paixão o fez tocar.
Al Berto, in O Anjo Mudo
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não estás chateada comigo, pois não "golfinho"?
eu já me expliquei lá em baixo...
olha, olha... hoje vou estar com a maggie... :)
está sólinho aí pã baixo? :)
beijinhos
:)
Dito por: kay no dia 2 de dezembro 2003, às 12h06claro que não!!! tb te respondi ali para baixo :)
eu compreendi o conteúdo o do teu comentário e tentei responder-te dando isso a entender, mas parece que tb não fui muito feliz a exprimir-me ehehhee
tá Sol, sim, mas os gajos já falam em chuva para o fim da tarde :/
dá um beijo grande à borboleta :)
Dito por: dolphin.s no dia 2 de dezembro 2003, às 12h09