apresento-vos a Ramsés II, o Grande
Boa semana!! ;)
O Ramsés é-me familiar há algum tempo.
Pobre da múmia (dele) é que agora passa a vida a andar de um lado para o outro)! Enfim, uns restos de corpo sem descanço. A Alma, essa, já voou há muito tempo.
(Os egípcios acreditavam que após a morte a alma do indivíduo se separava do corpo- a separação era feita através do voo).
Sandra
Dito por: Sandra no dia 10 de novembro 2003, às 12h38Foi o Faraó que mais tempo viveu... e até hoje não se sabe se é lenda ou realidade existir um túmulo com os seus cento e alguns filhos.
A História do Antigo Egipto é uma das minhas paixões.
E Ramsés II o Faraó que mais me fascina. Já me passou muita literatura sobre ele pelas mãos :)
Um dos meus sonhos é um dia poder entrar no túmulo dele...
o burroughs tb gostava muito do egipto...
dizia que foi o primeiro povo a descobrir o segredo da imortalidade...
Dito por: kay no dia 10 de novembro 2003, às 14h25Sem dúvida :)
no dia em que abriram a múmia de Ramsés II, pouco tempos depois de se ver ao ar, a mão (que se vê mais elevada) mexeu-se, provocando alguma correria em alguns dos que assistiam.
Melhor prova de imortalidade? Provocar o medo 2000 anos depois de morto??? ehehhe
Dito por: dolphin.s no dia 10 de novembro 2003, às 14h29o que me impressiona nesta imagem é a similitude das mãos (as de Ramsés e a da mulher que o observa do outro lado do vidro)
Dito por: margem no dia 10 de novembro 2003, às 14h32o passado e o presente :)
Dito por: dolphin.s no dia 10 de novembro 2003, às 14h33o momento que encerra ambos
(uma forma de imortalidade?)
falem mais nessa ideia da alma do corpo do voo
Dito por: margarete no dia 10 de novembro 2003, às 14h50as grandes pirâmides têm orificios orientados em direcção a determinadas constelações. Assim a alma não se perdia quando ia ao encontro de Osíris.
Dito por: dolphin.s no dia 10 de novembro 2003, às 14h55tão bonito
mais conta mais a esta ignorante da história
8|
os olhos estão arregalados para ouvir melhor, a boca vai-se calar
cante-se o fado dos antigos egípcios
Dito por: margarete no dia 10 de novembro 2003, às 15h00Nos túmulos do King's Valey - onde estão sepu_ltados quase todos os que tiveram alguma relevância na sociedade Egípcia - as paredes estão decoradas com cenas da vida do morto: Batalhas, cerimónias, cenas em que se vê o morto triunfante sobre os inimigos, imagens dos filhos, da mulher.
Essas imagens são a história da vida daquela pessoa, que ajudará a identificá-lo na vida depois da morte.
eles tb acreditavam que 'mil estrelas são todas as estrelas que existem', não é? parece-me
Dito por: margarete no dia 10 de novembro 2003, às 15h11acreditavam sim :)
a alma antes de ser aceite no outro mundo tem que ser julgada. é colocada num dos pratos da balança, enquanto no outro fica uma pena... a alma tinha que ser mais leve do que a pena...
(txiiiii
não vou passar, a minha é uma pseudo alma, não existe, é um vácuo, logo... será + pesada k a pena)
depois, do outro mundo... k contam eles?
tentando simplificar o máximo possível:
o KA é a parte considerada como a "força da vida", aquilo que distingue um indivíduo vivo de um morto.
Cada KA ganha vida no momento do nascimento.
Mesmo com a morte do indivíduo, o seu KA continuaria a viver e a precisar do mesmo tipo de sustento que a pessoa terá tido em vida. Ao KA serão oferecidos comida, ou representações dela nas paredes do túmulo.
Depois da morte, o KA fica em "descanso" enquanto o corpo é preparado e mumificado. O KA precisa então de ser "reactivado" para que a transformação espiritual do renascimento possa acontecer. O defunto pode então começar a viagem para se juntar ao seu KA. A ligação à terra dos vivos através do túmulo fica então estabelecida.
Será o BA da pessoa a fazer essa viagem simbólica.
O BA será aquilo que torna cada indivíduo distinto, parecido com a nossa noção de "personalidade", contém todas as caracteristicas, não fisicas, que tornam cada ser humano único. É necessário para o falecido fazer a viagem do seu tumúlo para se reunir ao KA, para poder tornar-se num AKH. O corpo fisico não o pode fazer, logo, será o BA a fazê-lo.
Finalmente, depois da reunião do BA com o KA, o falecido passa a ser o AKH, a forma completa, e ressuscitada do indivíduo na Outra vida. O AKH será o nosso "espiríto".
Como membro do céu estrelado, o falecido, agora AKH, é livre de viajar pela e sobre a terra por toda a eternidade.
(confesso que me servi de uma cábula pq alguns pormenores já me falhavam ;) )
conclusão:
qdo eu morrer atafulhem o caixão com livros de poesia
Dito por: margarete no dia 10 de novembro 2003, às 15h54exacto!!! :)))))
no meu não se esqueçam de alguns cds, uns dvds, e respectivos leitores :P
ah! e podem deixar-me sozinha!
Dito por: dolphin.s no dia 10 de novembro 2003, às 16h00"as terras de poente" do burroughs são as terras da morte que é preciso atravessasr para atingir a imortalidade
é um dos seus romances mais belos, na minha humildissíma opinião...
também lá ele explana a mitologia egipcía da morte, fazendo a sua muito própria transposição para a nossa realidade...
Dito por: kay no dia 10 de novembro 2003, às 16h00pronto!!! mais um a querer fazer-me gastar €€€€
ai ai ai!!!
já tomei nota, kay, já tomei nota :P
Dito por: dolphin.s no dia 10 de novembro 2003, às 16h07oh kay, já me desculpaste pelo lapsus génerus sexual?
dolphin, é pá... ler poesia morta, ainda vá, agora pôr os leitores de cd e dvd a trabalhar já ultrapassa a minha imaginação
8§
LOL
fiz agora a imagem mental
LOL
ias a ver os nossos caixões tb traziam as coincidências, aquelas que não há (alerta pink!!!)
Dito por: margarete no dia 10 de novembro 2003, às 16h24as coincidências!!! ai as coinciências!!!
depende das coincidências ehehehehe
o Ramsés já tem a mãozinha preparada para carregar no play eheheheh (pq é que me sinto a blasfemar ao meter o Grande ao barulho??? eheheh)
perdoada margarete
dolphin: as terras de poente é o último livro de uma triologia que começa com "as cidades da noite vermelha" e ao qual se segue "o lugar das estradas mortas"
vale a pena! o burroughs é o mais erudito dos beatnicks, o da técnica mais revolucionária e apurada (valeu-lhe a amizade com o brion gysin)...
dele dizia Norman Mailer, vencedor, entre inúmer prémios, de um pulitzer qualquer coisa mais ou menos como "provavelmente o único escritor americano vivo tocado pelo génio"...
é claro que agora ele anda lá pelas terras de poente...
sou fã! (nota-se?)
Dito por: kay no dia 10 de novembro 2003, às 16h39não!!! que ideia!!! nada!!!
ainda por cima, em vez de um, queres dar-me com 3!!! atencioso!!! ehehehe
nunca li nada dele, mas sempre tive vontade de...
acho que lá por casa ainda consigo meter a mão no Naked Lunch...
o naked lunch é marcante... pertence à primeira fase dele, tal como o junkie... são muito fortes. são o grito desesperado de terror de um agarrado consciente da podridão que o envolve e nele cresce...
a triologia de que falei é posterior... já depois de ultrapassada a profundissima depressão provocada pelas drogas, menos intuitiva e delirante... mais trabalhada técnicamente... pessoalmente prefiro esta fase... é dum primor que na primeira não se encontra...
estás a deixar-me mesmo com vontade de o ler :/
Dito por: dolphin.s no dia 10 de novembro 2003, às 20h59Andava a espreitar e não resisti: «O tempo é um mal da humanidade; não é uma invenção humana, é uma prisão humana.» William S. Burroughs, in «O Fantasma de Uma Oportunidade» (Teorema)
Dito por: hmbf no dia 10 de novembro 2003, às 22h15bela citação!!!... grande verdade...
e daqui a nada vocês estão a querer obrigar-me a comprar a obra toda do Burroughs, né? ;)
Ofereço-te, na minha casa, um texto do Burroughs à borla. Está editado em CD, com o Kurt Cobain a tocar (?) guitarra por baixo. Vai até lá... É um conto de natal antecipado, para a Dolphin que nos tem dado tanta coisa boa.
Dito por: hmbf no dia 11 de novembro 2003, às 01h01wow!!! brigada :D
já guardei a prenda, embrulhada e tudo :)))
estou a pensar guardá-la para a desembrulhar aqui, no Natal.
Que achas? :))
Acho bem...
Dito por: hmbf no dia 11 de novembro 2003, às 19h55:)))
vou guardá-la então para essa altura :)
Dito por: dolphin.s no dia 11 de novembro 2003, às 23h48