outubro 19, 2003

Interespécies (mais um roubo...)

Ah, se o amor fosse mesmo livre...

Interespécies


desta vez o alvo a que não resisti roubar o post foi o Os Tempos que Correm
Espero que o Miguel não se importe.

Publicado por dolphin.s em outubro 19, 2003 04:57 PM
Comentários

Agora deu-te para andares por ai a "desviar" coisas? Então! ;)
Se o amor fosse mesmo livre...pois...

Sandra

Dito por: Sandra no dia 19 de outubro 2003, às 17h11

há coisas que merecem ser roubadas e mostradas ;)

e ainda não somos livres de amar quem nós queremos. não aos olhos dos outros. não livremente, sem esconder, ou omitir...

Dito por: dolphin.s no dia 19 de outubro 2003, às 17h26

Quanto ao "desvio", tu sabes que estava a brincar :))
Quanto à liberdade de amar, concordo com o que dizes. Só posso concordar. Mas acrescento: aqueles que "amam mal" aos olhos dos outros (ou aos olhos de muitos; se calhar e infelizmente a maioria) devem procurar, em si, a Liberdade que, de fora, lhes é roubada. Se o conseguirem fazer, de mútuo acordo e em plena sintonia, o resto torna-se muito menos doloroso. Ou muito menos custoso. Ou muito menos inquietante, se preferires.

Sandra

Dito por: Sandra no dia 19 de outubro 2003, às 17h39

sim, é claro que sei que estavas a brincar ;)

não deviam ter que procurar nada. deviam poder ser apenas.

Dito por: dolphin.s no dia 19 de outubro 2003, às 17h44

O "ser apenas" não (deve) descarta(r) a procura do que quer que seja. Se tal acontecer o "ser" só pode ser fortificado. E deixa de ser, simplesmente "apenas", para passar a ser "muito".

Sandra :)

Dito por: Sandra no dia 19 de outubro 2003, às 17h48

mas porque não pode ser o amor mesmo LIVRE ?

Dito por: aquele no dia 19 de outubro 2003, às 17h58

O Amor só faz sentido se for mesmo LIVRE. E essa liberdade deve ser sentido, acima de tudo, e principalmente, por aqueles que nesse Amor estão envolvidos. Para além de todo o tipo de preconceitos. Para além de outro qualquer tipo de entraves.

Sandra

Dito por: Sandra no dia 19 de outubro 2003, às 20h46

...agora quando aqueles que vivem o Amor se deixam contaminar pelo lixo existente no mundo exterior (aquele que existe para além deles), então ai, tudo fica mais complicado. E eu pergunto-me: até quando resistirá o Amor?

Sandra

Dito por: Sandra no dia 19 de outubro 2003, às 21h10

o amor é uma prisão sentimental.

Dito por: arosendo no dia 19 de outubro 2003, às 21h25

Uma "prisão" que deve ser vivida em muita Liberdade.

Sandra

Dito por: Sandra no dia 19 de outubro 2003, às 22h07

se for possível duas pessoas que se amam sentirem-se livres com os condicionalismos da outra. o amor são duas prisões e um sentimento comum.

Dito por: arosendo no dia 19 de outubro 2003, às 22h33

O amor pode ser livre, e pode também ser canto, e mesmo penalty! :o)

Dito por: Luis Ene no dia 20 de outubro 2003, às 10h08

Acho que aqui passou algo ao lado.

Vamos lá directamente: acreditam que um homossexual é tão livre no seu amor como um heterossexual?

Um homossexual poderá falar da sua realção, ou do seu parceiro, por exemplo no local de trabalho, como um heterossexual fala naturalmente?

Não será frustrante ter que passar a vida a omitir quem de facto se é?

É que é muito bonito dizer que se se ama resiste-se a tudo e tem que se ignorar o exterior, não se deixar contaminar pelo tal "lixo existente no mundo exterior" - mas pensem no que será ter que viver realmente assim.

Dito por: dolphin.s no dia 20 de outubro 2003, às 10h14

Dolphin, infelizmente parece-me que isso não será apenas no amor! E aí ja teríamos que falar da sociedade livre que temos! um beijo e um :-)

Dito por: Luis Ene no dia 20 de outubro 2003, às 14h58

pois.... infelizmente não posso deixar de te dar razão....

:)*

Dito por: dolphin.s no dia 20 de outubro 2003, às 15h07

Não se vive, Dolphn.s! Vai-se resistindo. Ou melhor, vai-se vivendo resistindo muito e muito. Até um dia... (Bom! Há quem vá conseguido vencer os obstáculos, pelo menos até determinado ponto).
Em tudo aquilo que disse tinha na minha cabeça a situação que explicitas. E por isso insisti na questão da Liberdade que deve ser sentida, muito fortemente entre os que (se) amam. Sei que isso nem sempre acontece porque o tal mundo exterior invade de tal forma que o sofrimento por antecipação face a algo mais aprofundado é uma realidade. E impede a tal liberdade. Impede o conhecimeto. Impede a partilha. E causa angústia. Muita angústia. Nem que haja, pelo menos um lado que queira segurar a "barra" até onde for necessário. Só que não chega...os lados têm que ser sempre dois.

Sandra

Dito por: Sandra no dia 20 de outubro 2003, às 18h18

seja hetero ou homossexual, a vida amorosa deve ser o mais protegida possível, sem locais de trabalho para desabafo, talvez, alguém confidente k por acaso tb trabalha contigo. talvez, até, o casal homossexual seja mais livre por estar oculto. a sério. as relações funcionam melhor quando estão confinadas ao segredo um do outro.

Dito por: margarete no dia 21 de outubro 2003, às 09h48

LOL

não vi ninguém falar de confissões em locais de trabalho ou algo parecido, margarete.

falou-se de ter uma relação com a mesma liberdade.
Exemplificando para tornar claro: dizer naturalmente (se fores homem): fui ao cinema com a minha namorada - ninguém presta atenção - se disser fui ao cinema com o meu namorado - provavelmente vai ter um tratamento diferente.

Se existe alguém que preserva a sua vida pessoal sou eu. Não fiz referências nenhumas a andar a fazer confidências por todo o lado sobre a minha vida pessoal, amorosa ou não.
Apenas me referi a que se fores homossexual aprendes evitar certas conversas porque no local de trabalho (por exemplo) isso te pode provocar dissabores. Se andares de mãos dadas na rua não és olhado da mesma maneira. E ai de ti se te atreves a dar um beijo natural em público.

Dito por: dolphin.s no dia 21 de outubro 2003, às 10h35

Tudo que sai da 'normalidade' - seja lá o que isso for - é olhado de lado. Podemos falar de amor homossexual, mas também de amor inter-racial, inter-geracional, etc. ad nauseam. Por vezes, a vitimização dos homossexuais é exacerbada para limites que tendem mais a ostracizar e a isoalar aquilo que deveria ser natural e simples.

Dito por: Alexandre Monteiro no dia 22 de outubro 2003, às 01h11

Concordo em absoluto com o que dizes.
Só não concordo com a parte da vitimização.
Fala-se sem dúvida mais de discriminação homossexual do que de outros tipos de discriminação, mas não vejo que mal isso possa trazer. Pelo contrário.
Acho bem que se faça barulho e se revoltem e que se chame a atenção para os problemas.
Pena tenho que esse "barulho" não seja tão alto noutras questões.
Que não se ouça falar de todos os preconceitos e discriminações ad nauseam.

Dito por: dolphin.s no dia 22 de outubro 2003, às 10h23

Errado: diz o povo que o que é demais enjoa. Falando de outro modo: por vezes, se houver ruído a mais, a maioría dos ouvintes terá dificuldade em discernir a melodia subjacente.

Dito por: Alexandre Monteiro no dia 22 de outubro 2003, às 21h21

mas parece que ninguém se enjoa com as notícias ad nauseam em que indivíduos de raça negra, cigana ou apenas emigrantes cometeram não sei quantos crimes.

isso é que é ad nauseam. Tão ad nauseam que já nem se dá por isso - infiltra-se nos espiritos, faz parte da cultura, gera medos, desconfianças e preconceitos.

E desse barulho ninguém se queixa que é demais e cheira mal.

"9 indivíduos cometeram um crime, um deles era de raça negra"

este barulho é que me enjoa e não o de homossexuais (ou qualquer outra pessoa ou grupo de pessoas) a lutarem pelos seus direitos.

Dito por: dolphin.s no dia 22 de outubro 2003, às 21h29

Não posso deixar de subscrever tudo o que a Dolphin.s diz: conteúdo e tom.

Sandra

Dito por: Sandra no dia 23 de outubro 2003, às 07h13

tens razão, Dolphin.s, I misunderstood your posicion

tens razão de novo, qto à posição social, tens razão e não serei hipócrita, prometo

mas não se esqueçam, sejamos revolucionários (q.b.) e não revoltados

Dito por: margarete no dia 23 de outubro 2003, às 14h37

Mas não é a revolta que nos faz revolucionários? ;)

não acho que a revolta seja uma coisa má, desde que usada de uma maneira positiva, construtiva, que nos leve a fazer algo, a revoltar-nos contra algo e não para nos tornar amargos, revoltados mas imóveis.

Dito por: dolphin.s no dia 23 de outubro 2003, às 15h22

digo, a revolta é um momento, não é para ficar lá... evoluir como revolucionário

(só uma coisa, detesto qdo as pessoas confundem revolucionário com barulhento)

:)

Dito por: margarete no dia 23 de outubro 2003, às 16h28

nem imaginas como te compreendo!!! :))))

Dito por: dolphin.s no dia 23 de outubro 2003, às 16h30

Estamos aqui a falar sobretudo do interesse, curiosidade, etc, de cada um, ou da sociedade, para com a vida privada dos outros, seja positiva ou negativamente. Porque será que as opções que cada um toma (ou deveria tomar) com liberdade, têm que ser sempre julgadas pelos demais? Já pensaram que, mesmo a opção de não ter nenhum parceiro/a, seja porque razão for, é sempre olhada com desconfiança pelos outros?

Dito por: sp no dia 11 de fevereiro 2004, às 23h31

tudo o que fuja aquilo que a sociedade considera como normal, será sempre olhado com desconfiança.
a diferença gera o medo - o medo da possibilidade de haver outras maneiras de viver, o medo de ter que pensar que se calhar a vida que se vive não será a melhor para si, mas apenas aquela que a sociedade decidiu ser a melhor.

Dito por: dolphin.s no dia 12 de fevereiro 2004, às 12h18