Harmen Steenwyck, 1640
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This type of painting is called a 'vanitas', after the biblical quotation from the Old Testament book of Ecclesiastes (1:2): "Vanitas vanitatum . . . et omnia vanitas", translated "Vanity of vanities, all is vanity". The books symbolise human knowledge, the musical instruments (a recorder, part of a shawm, a lute) the pleasures of the senses. The Japanese sword and the shell, both collectors' rarities, symbolise wealth. The chronometer and expiring lamp allude to the transience and frailty of human life. All are dominated by the skull, the symbol of death.
Publicado por dolphin.s em setembro 29, 2003 01:31 PMQue fixe, dolphin.s !
Como te tinha dito, fiquei completamente deslumbrado quando vi esse quadro, ao vivo, em Londres. E de repente lembro-me que há lá outro parecido com esse, não me lembro se do mesmo pintor...
De qualquer forma, a humanidade resumida num quadro - e aquele feixe de luz... ténue mas mágico, a realçar ainda mais a perenidade da vida.
Dito por: Paulo Silva no dia 29 de setembro 2003, às 13h51por perene que seja a vida, seria tão sensaborona sem aquelas coisas que nos dão prazer e nos fazem sentir vivos - os livros, a música, as manias, os vicíos....
Dito por: dolphin.s no dia 29 de setembro 2003, às 14h04sim, é verdade, dolphin.s, não é por existir a morte que devemos deixar de VIVER
... mas o tal feixe de luz caindo sobre a caveira oca é tão incisivo! concordo com o Paulo: « a humanidade resumida num quadro»
Dito por: margem no dia 29 de setembro 2003, às 14h17A omnipresença da Morte é um facto. Mesmo que com ela rivalize a Natureza, a Cultura, o Conhecimento.
A apontá-la, a distingui-la, a fazê-la sobressair está sempre a luz, o raio de sol, a Vida.
Porque ambas completam-se.
Auto-excluem-se, fundindo-se.
Sandra :)
Dito por: Sandra no dia 29 de setembro 2003, às 14h32bom dia!
só dessa forma se torna possível pintar este quadro ou escrever um livro ou amar sem condições: com a morte por perto.
uma das maiores conquistas dos hominídeos foi a morte. todos os outros animais são imortais (reis incluídos), pelo que nunca pintarão nada assim. porque a morte encerra e sintetiza numa só todas as angústias que nos fazem estremecer de vida - a do desconhecido, a do desamparo primordial.