Egon Schiele, é sempre uma boa escolha..
:)
Em sequência do anterior "O Amor é o sangue do sol dentro do sol".
"(...)O amor é o sentido de todas as palavras impossíveis. Atravessar o interior de uma montanha. Correr pelas horas originais do mundo.(...)"
Que haverá melhor depois de tal "procura" que a cumplicidade de um abraço, sem qualquer complexo..
Num abraço nem se deve sequer colocar a questão do complexo. Se assim for é porque não há abraço.
Sandra
Dito por: Sandra no dia 25 de setembro 2003, às 17h54Num abraço?
Eu não poria a questão do complexo em lado nenhum.
É dos condicionalismos mais absurdos, mas nem por isso o menos usual.
E dissertar sobre os diversos tipos de complexos, levar-nos-ia desde Freud a Édipo, embora seja uma questão intemporal...
De qualquer das formas, o abraço da pintura de Schiele, é sem complexos aparentes.
Até porque como em quase toda a sua obra, retrata-o a ele, ou à sua mulher, ou ambos, como é o caso.
Era essa a ideia que queria transmitir..
Dito por: carlos no dia 25 de setembro 2003, às 18h07Estamos absolutamente de acordo quanto à questão dos complexos.
A abordagem que fiz do "abraço" é a aplicação de uma metáfora para situações com uma abrangência muito maior. O quadro serviu de ponto de partida. Serviu de estímulo. Foi um estímulo.
Há, de facto, muitos abraços que não são dados por impeditivos absolutamente sem sentido (ou com um sentido reduzido...para atendimento de uma versão não tão radical).
Há, igualmente, abraços que não NOS damos por esses impedimentos (embora a um nível diferenciado...também)serem uma realidade.
Tudo o que diz respeito à Existência é in-temporal (separação propositada) e por isso vale sempre a pena discutir. Só vale a pena discutir! Incluindo, inclusive, em si, a vertente da intemporalidade.
É isto que eu quero (por agora) transmitir.
Sandra :)
Dito por: Sandra no dia 25 de setembro 2003, às 19h51Passo ao estímulo, como aspecto de causa/efeito em relação ao complexo.
Quantas vezes não se encontra "a situação", onde os condicionalismos (complexos, por ex.) se desvanecem.
Quantos de nós, procuramos essas situações, momentos (movimentos), em que esperamos que o nosso eu escondido se revele.
A pergunta que faço, é a mesma que fiz a alguém recentemente:
"Quem és tu, que procuras um estímulo para revelares a tua verdadeira essência?..és o "antes" ou o "depois" do estímulo?"
Complexo; estímulo; existência(in-temporal), surgem-nos assim como elementos onde a ordem é trocada, consoante o tipo de relação inter-pessoal.
Onde um abraço é um elemento, quase volátil na expressão.
Dito por: carlos no dia 26 de setembro 2003, às 09h18As pessoas vivem amordaçadas em tabus e culpas, politicamente correctos e comportamentos condicionados pela aprendizagem social desde o berço. Carregam diariamente uma máscara, sem a qual não saberiam viver nem posicionar-se na sociedade, nem saberiam quem eram. Grande parte da sua personalidade é moldada de acordo com "normas vigentes" e muito pouco é espontâneo.
Só com um estimulo que provoque uma reacção inata, instintiva, não pensada, nem aprendida, mostram a sua verdadeira natureza.
O segredo será conseguir (e querer!) agarrar esse momento e explorá-lo.
Uns fazem-no e libertam-se, outros não conseguem... e há os que simplesmente não o querem fazer.
mas um abraço em amplexo... é melhor que um abraço sem complexos
Dito por: josé a. no dia 29 de setembro 2003, às 19h47