setembro 26, 2003

Amnésia In Litteris

Patrick SüskindQual foi a pergunta? Ah, sim, pois: que livro me teria impressionado, marcado, estigmatizado, abalado, fazendo-me até «entrar nos eixos» ou «descarrilar».
Mas isso soa quase como uma experiência de choque ou uma experiência traumática, e a vítima* só costuma imaginá-las em pesadelos e nunca de plena consciência, e muito menos por escrito e em público. Aliás, parece-me que um psicólogo austríaco, cujo nome me escapa de momento, se debruçou já (e com razão) sobre este assunto num ensaio muito interessante cujo título não consigo recordar com precisão, mas que foi publicado num volumezinho sob o título genérico «Eu e Tu» ou «Id e Nós» ou «Eu Próprio»**, ou qualquer coisa assim (desconheço se foi recentemente reeditado pela Rowohlt, Fischer, dTV ou Suhrkamp***, mas tenho a certeza de que a capa era verde e branca ou de um azul-claro amarelado, ou até mesmo de um cinzento-azul-esverdeado).
Bom, talvez a questão não vise experiências de leitura neuro traumáticas, referindo-se antes àquela reveladora experiência de arte cuja expressão se encontra no célebre poema «Belo Apolo»**** — não, creio que não se chamava «Belo Apolo», tinha outro nome qualquer, o título tinha algo de arcaico, «Jovem Torso» ou «Velhíssimo e Belo Apolo» ou qualquer coisa assim, mas isso não tem nada a ver com o assunto... — portanto, tal como este encontra expressão naquele célebre poema de... de... — de momento não consigo lembrar-me do nome dele, mas era de um poeta muito célebre, com olhos de vaca e um bigodinho e que arranjou para o tal escultor francês gordo (como é que ele se chamava?) um apartamento na Rue de Varenne — qual casa, qual quê!, tratava-se de um palazzo, com um parque que demoraria mais de dez minutos a percorrer! (Interrogamo-nos, de passagem, como é que as pessoas conseguiam pagar tudo isso naquele tempo) — enfim, tal como este encontra expressão naquele magnífico poema, que já não me sinto capaz de citar, mas cujo último verso me ficou total e indelevelmente gravado na memória como um permanente imperativo moral: «Tens de mudar a tua vida». Ora, que acontece então com aqueles livros cuja leitura mudou a minha vida? Para esclarecer este problema (foi apenas há alguns dias), vou até à minha estante e percorro com o olhar as lombadas dos livros. Corno sempre nestas ocasiões — nomeadamente quando há demasiados exemplares de uma espécie reunidos num único sítio e o olhar se perde na imensidade —, primeiro fico tonto e, para pôr termo à tontura, meto a mão ao acaso na imensidade e agarro num só livro; afasto-me com ele como se carregasse uma presa, abro-o, folheio-o e já não consigo parar de ler.
Rapidamente noto que fiz uma boa escolha — uma belíssima escolha, aliás. Trata-se de um texto em prosa requintada, com uma claríssima organização das ideias, profusamente ilustrado com interessantíssimas informações ainda não reveladas e repleto das mais maravilhosas surpresas — infelizmente, no momento em que escrevo estas linhas não me ocorre o título do livro, nem tão-pouco o nome do autor ou o conteúdo; mas, como se verá de seguida, isso não tem qualquer importância, ou melhor: isso contribui, pelo contrário, para o esclarecimento do assunto. Trata-se, como disse, de um excelente livro que tenho aqui entre mãos, repleto de frases enriquecedoras; vou lendo e tropeço até à minha cadeira; continuo a ler e sento-me, esquecendo-me por que motivo estou afinal a ler; sou já apenas um desejo feroz e intenso, deleitado com a completa novidade que aqui descubro página a página. Não me incomodam os sublinhados aqui e ali, os pontos de exclamação rabiscados a lápis na margem — vestígios de um leitor anterior, o que geralmente não aprecio muito em livros — pois a narrativa avança tão palpitantemente e a prosa flui tão alegremente que já nem me apercebo dos vestígios a lápis. E se alguma vez dou conta deles, é apenas com um sentido de aprovação, porque o meu leitor anterior — não tenho a mais vaga ideia de quem seria — o meu leitor anterior, repito, colocou as suas exclamações sublinhadas justamente naquelas passagens que também me entusiasmam mais. Continuo a ler, portanto, duplamente enlevado pela extraordinária qualidade do texto e pela cumplicidade espiritual com o meu desconhecido antecessor; mergulho cada vez mais fundo no mundo imaginado e sigo com um espanto crescente os magníficos caminhos pelos quais o autor me conduz...
Até chegar a um ponto que provavelmente constitui o clímax da narrativa e que me faz soltar um sonoro «ah!». «Ah, que bem pensado! Que bem dito!». E por um momento fecho os olhos para reflectir profundamente sobre o que acabei de ler — o que logo desbrava uma vereda na confusão da minha consciência, abrindo-me perspectivas completamente novas que fazem
confluir em mim novos conhecimentos e associações, sim, e que crava realmente em mim a espora do «Tens de mudar a tua vida»! E, quase automaticamente, a minha mão procura o lápis e penso: «Tens de assinalar isto», «Vais escrever na margem um 'muito bem' e colocar à frente um enorme ponto de exclamação e anotar com algumas palavras-chave o fluxo de pensamentos que este passo desencadeou em ti — como auxiliar de memória e como reverência documentada perante o autor que tão magnificamente te iluminou!».
Mas oh! Quando pouso o lápis na página para gatafunhar o meu «muito bem!», já lá está um «muito bem!» — e, aliás, o meu antecessor na leitura também já registara o resumo em tópicos que eu pretendia anotar, e fê-lo numa caligrafia que me é muito familiar, a minha própria, porque o meu antecessor não era outro senão eu próprio. Afinal, eu já havia lido o livro há muito.
Eis que me invade uma desolação inexprimível. A velha doença apoderara-se de mim de novo: amnésia in litteris, a perda completa de memória literária. Sinto-me então submergido por uma onda de resignação resultante da vani-dade de qualquer anseio pelo conhecimento, de todo o anseio em si. Para quê ler, para quê ler, por exemplo, este livro mais uma vez se sei que em breve já não me restará sequer a menor sombra de recordação dele? Para quê, afinal, fazer qualquer coisa se tudo desaba em nada?
Para quê então viver, se acabamos inevitavelmente por morrer? Fecho o belo livrinho, levanto-me e arrasto-me, derrotado e agredido, até à estante, onde o afundo na fila de outros volumes anónimos e imensos e esquecidos que lá permanecem.
O olhar detém-se no extremo da prateleira. O que é que está lá? Ah, pois: três biografias de Alexandre Magno. Li-os todos noutros tempos. Que sei eu sobre Alexandre Magno? Nada. No extremo da prateleira seguinte encontram-se vários fascículos sobre a Guerra dos Trinta Anos, entre os quais quinhentas páginas de Verónica Wedgwood e mil páginas de Golo Mann sobre Wallenstein. Li tudo isso aplicadamente. Que sei eu sobre a Guerra dos Trinta Anos? Nada. A prateleira inferior está atulhada com livros sobre Luís II da Baviera e a sua época: quanto a estes, não me limitei a lê-los apenas, estudei-os minuciosa e porfiadamente durante mais de um ano, e de seguida escrevi três argumentos para filmes sobre esse tema — tornei-me quase numa espécie de perito em Luís II. Que sei eu hoje sobre Luís II e a sua época? Nada. Absolutamente nada. Pois bem, quanto a Luís II talvez ainda seja possível aceitar esta amnésia total. Mas... e quanto aos livros que se encontram acolá, ao lado da secretária, na secção mais requintada, a literária? O que é que me ficou na memória da colecção em quinze volumes de Andersch? Nada. O que é que ficou dos Bõll, Walser e Koeppen? Nada. Dos
dez volumes de Handke? Menos do que nada. Que sei eu ainda de Tristram Shandy, das Confissões de Rousseau, do passeio de Seume? Nada, nada, nada. Ah, eis ali as comédias de Shakespeare! Li-as todas no ano passado. Qualquer coisa deve ter ficado, uma vaga ideia, um título, um único título de uma única comédia de Shakespeare! Nada. Mas, pelo amor de Deus, pelo menos Goethe, por exemplo, este volumezinho branco, As Afinidades Electivas: li-o pelo menos três vezes — e já não tenho nenhuma ideia dele. Parece que tudo se evaporou. Será que neste mundo já não existe nenhum livro do qual ainda me lembre? Aqueles dois volumes vermelhos ali, grossos e com os marcadores vermelhos, esses conheço-os de certeza, parecem-me familiares como móveis antigos, esses li-os, vivi nesses volumes semanas a fio ainda não há muito tempo, mas, que diabo!, como é que se chama afinal? Os Demónios. Pois é. Pois sim. Interessante. E o autor? F. M. Dostoievski. Hmm. Ora bem. Parece-me que me lembro vagamente: creio que tudo se passa no século XIX, e no segundo volume alguém se mata com uma pistola. Acho que não me lembro de mais nada. Afundo-me na minha cadeira à frente da secretária. É uma vergonha, é um escândalo. Há trinta anos que sei ler e, se não li muito, pelo menos li alguma coisa, e tudo o que me resta disso é a recordação muito ténue de que no segundo volume de um romance com cerca de mil páginas há alguém que se mata com uma pistola. Trinta anos de leitura em vão! Passei milhares de horas da minha infância, juventude e idade adulta a ler sem reter nada a não ser um enorme esquecimento. E este mal não diminui; pelo contrário, agrava--se. Se leio um livro hoje, esqueço-me do início antes de ter chegado ao fim. Por vezes a minha capacidade de memorização nem sequer consegue fixar a leitura de uma página, E assim, de galho em galho, de parágrafo a parágrafo, de uma frase à outra, em breve alcançarei um estado em que só conseguirei captar conscientemente palavras isoladas que afluem da escuridão de um texto sempre desconhecido, que cintilam como estrelas cadentes no momento em que são lidas e que logo voltam a submergir no esquecimento total da escura corrente de Letes. Já há muito tempo que não consigo proferir uma única palavra em debates literários sem me expor terrivelmente ao ridículo, confundindo Mörike com Hoffmannsthal, Rilke com Hölderlin, Beckett com Joyce, Italo Calvi-no com ítalo Svevo, Baudelaire com Chopin, George Sand com Madame de Staél, etc. Se pretendo procurar uma citação da qual tenho uma ideia vaga, passo dias a esquadrinhar livros porque me esqueci do autor e porque, enquanto procuro, me perco em textos desconhecidos de autores que ninguém conhece, até finalmente ter esquecido o que é que procurava inicialmente. Como é que, neste caótico estado de espírito, poderia responder à pergunta: qual foi o livro que mudou a minha vida? Nenhum? Todos? Qualquer um — não sei.
Mas talvez — assim penso para me consolar — talvez que na leitura (tal como na vida) não faça grande sentido pensar em termos de manobras de agulhas e de alterações abruptas. Talvez a leitura seja um acto impregnativo durante o qual a consciência é certamente imbuída por completo, mas de um modo tão imperceptível e osmótico que não toma consciência do processo. O leitor que sofre de amnésia in litteris transforma-se indubitavelmente através da leitura, mas não o nota porque quando lê também se alteraram as tais instâncias críticas do seu cérebro que lhe fariam ver que estava a mudar. E para quem escreve, a doença seria provavelmente até uma bênção, sim, quase uma condição necessária, resgatando-o da veneração paralisante que todas as grandes obras inspiram, podendo assim adoptar uma atitude completamente desinibida perante o plágio, sem a qual não se pode desenvolver nada de original.
Sei que isto é uma consolação indigna e pobre, nascida da necessidade, e eu tento escapar-lhe: não te podes entregar a esta terrível amnésia, tens de resistir com toda a força à corrente do rio Letes, já não podes mergulhar de cabeça num texto, deves agora encará-lo com total objectividade, com consciência crítica e apurada, tens de extrapolar, de memorizar, tens de exercitar a tua memória. Numa palavra: tens... — e aqui cito um célebre poema, cujo título e autor não me ocorrem de momento, mas cujo último verso está gravado na minha memória de modo completamente indelével como um permanente imperativo moral: «Tens de», cito, «tens de... tens de».
Que estupidez! Agora esqueci-me das palavras exactas. Mas não faz mal, porque ainda tenho o sentido bem presente. Era qualquer coisa como: «Tens de mudar a tua vida!».



* No original, Der Geshädigfe - «o sinistrado» ou «o lesado». (N. da T.)
** No original, respectivamente, Ich und Du, Es una Wir e Selbst Ich. (N. da T.)
*** Editores alemães. (N. da T.)
**** «Schõner Apollo».


in Um Combate e outras histórias, Patrick Süskind

Publicado por dolphin.s em setembro 26, 2003 04:30 PM
Comentários

Não tenho dúvidas que há livros que podem mudar as nossas vidas. Que nos podem mudar. Ou que nos podem acordar de um sono mais ou menos prolongado e pesado que nos tolhe ou anestesia o consciente.
As interpretações que do seu conteúdo fazemos, importa dizê-lo, pode variar até quase ou infinito, pelo que a influência que aquele exerce em nós pode variar de indivíduo para indivíduo. De qualquer forma o que aqui é importante é a questão da influência, da potencialidade que cada livro contém para tornar diferente aquele que consigo (intimamente) se relaciona.
A relação pode ser terna, meiga, repleta de carícias, de abraços, de complicidades. Mas pode ser também caracterizada por uma maior frieza, ou por uma atenuada amálgama de sentimentos e de sentidos. Mas o que importa é que a relação existe. Sempre existe. Como naquelas que repletem a nossa vida. Tal como acontece aqui. Com diferentes níveis de intensidade. Ou com diferentes níveis de nada. Mas a relação existe.
Quero, pois acreditar, que num cenário em que me sento numa cadeira e olho para a estante e, face às lombadas dos livros, nada me lembro, é porque isso é tão só resultado da absorção que fiz de conteúdos que corriam o risco de ficar estagnados. É porque tal pode significar que, com a sua leitura, e após a sua conclusão, me exigi esvaziar os livros daquela que é a memória que têm de si, fazendo-a transportar para mim, naquela que é a construção de uma memória camuflada no meu "eu", transformando-me eu própria numa lombada, susceptível de qualquer tipo de exposição.

Sandra

Dito por: Sandra no dia 26 de setembro 2003, às 21h16

A minha opinião sobre este artigo é que o senhor talvez exagere um bocado, quando diz que já se esqueceu de tudo ou quase tudo aquilo que leu. É um facto que há livros que lemos que depois se nos varrem completamente da memória. Mas há muitos outros que, pelo menos comigo, os consigo lembrar com muito detalhe. Por exemplo, refere-se "As Afinidades Electivas" e "Os Demónios", que são livros que eu já li há mais de um ano e que me lembro muito bem deles, com imensos detalhes. É dificil esquecer o personagem Kirilov, o tal que se quer matar para provar que Deus não existe, e o Stravoguine, anarca do mais puro que já existiu em plena era anarquista dos finais do século XIX. E muitas outras coisas. Assim como nas "Afinidades Eelectivas". Assim como muitos outros livros que eu me lembro.
No entanto, há lago que ajuda muito a preservar a memória. É a partilha com outras pessoas, o diálogo com outras pessoas que apreciam a leitura. Eu noto, particularmente, que há um antes e um depois, isto é, desde que eu comecei a partilhar as minhas leituras com outras pesssoas, que estas passaram a ficar mais bem gravadas na minha memória.

Quanto aos ultimos parágrafos, em que se diz que a "mudança" ocorre de forma indelével, nisso concordo absolutamente... por vezes acontece-me ler vários livros e sentir-me um mesmo... mas um dia, acontece-me qualquer coisa, e reajo e penso de uma maneira que me surpreende, e reconheço a linha de água desse comportamento, que deriva da experiência de leitura que fiz de alguns livros... isso é um facto.

Dito por: Paulo Silva no dia 26 de setembro 2003, às 23h04

obrigado, Paulo. as tuas palavras definem aquilo que sinto tão frequentemente e tenho dificuldade em explicar. :)
Não li nada que se pareça com o sugerido pelo autor do texto, mas esqueço facilmente o que leio; depois é ter que reabrir os livros, reler passagens, sempre que quero lembrar alguma coisa; e o mesmo se passa com noticiários, documentários,... Então, muito do que leio se torna um vazio ou uma vaga ideia na memória. É frustrante!

Mas também a mim a partilha de leituras e comentários me tem ajudado em termos de memória. Só gostava de ter mais tempo...

Dito por: margem no dia 27 de setembro 2003, às 00h32

Artigo?!!
É preciso saber ir para além das palavras...

Sandra

Dito por: Sandra no dia 27 de setembro 2003, às 06h41

"Artigo?!! É preciso saber ir para além das palavras..."

Sandra, elucida-me o que queres dizer com isso.... eu acho que percebi, mas queria ter a certeza.

Dito por: Paulo Silva no dia 27 de setembro 2003, às 10h12

Vejo o conteúdo aqui apresentado como um intenso/aturado exercício de introspecção. "Artigo", tal como o entendemos, e de forma imediata, parece remeter para algo...diria...menos profundamente introspectivo. Antes, mais "divulgue-se" ou "venda-se", por favor. Enfim: questão de interpretação da forma e de preferência de convivialidade com a mesma.
Quanto às palavras, para além, daquilo a que o senso comum pode permitir reagir e dar resposta (e isto é uma impressão geral e não específica à interpretação deste texto, em particular), há tudo o resto que se encontra ao nível da essência e é nessa essência que é muitíssimo importante ir buscar formas ou resquícios (ou mais que resquícios) para interpretação. Daqui resultarão palavras (de todos nós) que nada mais revelarão do que a subjectividade que nos está inerente. Aqui, e a este nível, iremos diferentemente ao encontro da nossa memória...ou mesmo ao encontro da nossa amnésia...ou ao reconhecimento ou mistura das duas.

Sandra :)

Dito por: Sandra no dia 27 de setembro 2003, às 11h27

Sandra, tu mesma o disseste É preciso saber ir para além das palavras
No entanto acho que ficaste presa numa só de tantas que o Paulo usou ;)
E o Paulo mencionou muitas coisas com que eu me identifico e com que concordo.

Falar sobre um livro, partilhar ideias acorda-nos memórias esquecidas.

Acho que a essência de um livro nunca nos abandona. O que nos transmitiu na altura em que o lemos ficou connosco e eventualmente até nos transformou. Lembre-mo-nos ou não dele, se nos marcou de alguma maneira, se aprendemos algo com ele, a essência estará sempre presente.

Dito por: dolphin.s no dia 27 de setembro 2003, às 13h30

Não, não fiquei presa a nada. O que acontece é que pode haver sempre mais do que uma forma de abordar as questões. Com maior ou menor nuance.
Eu também concordo e me identifico com muito do que ele disse.
As nossas palavras podem ir sempre para além das palavras...

Sandra :)

Dito por: Sandra no dia 27 de setembro 2003, às 13h57


Mea Culpa, Sandra ;)

A minha precipitação foi eu ter dito "artigo" - é que quando escrevi não me veio à ideia uma expressão mais correcta (estava com sono, já era tarde ;) ) para identificar o texto que li - mas claro que isto não é um "artigo" - será mais uma dissertação ou ensaio, pela profundidade de pensamento que mostra e, sobretudo, invoca.

Dito por: Paulo Silva no dia 28 de setembro 2003, às 15h52

Olá Paulo :)

O texto é um conto do livro "Um Combate e outras histórias" do Patrick Süskind ;)

Dito por: dolphin.s no dia 28 de setembro 2003, às 16h25

A primeira história do livro, é soberba..

Um jogo de xadrez, 2 personagens...e "os outros"

Os livros?
Lembro-me de "sorver" Emilio Salgari na adolescência.
Lembro-me que "A insustentável leveza do ser" foi um começo para muita coisa.
O ódio a um livro que não conseguia para de ler (O Mágico - Sommerset Maugham)
A poesia segundo Al Berto..o olhar para o mundo p´ra além da superfície.

A mutação pela leitura.

Dito por: Carlos no dia 29 de setembro 2003, às 12h10

Tenho que reler a Insustentável Leveza do Ser...
depois levantam-se sempre as dúvidas - o que é que vou deixar de ler para reler um livro?? eeheheh

O primeiro conto do livro Süskind é fantástico :)))

Dito por: dolphin.s no dia 29 de setembro 2003, às 12h15