Ah, onde estou onde passo, ou onde não estou nem passo,
A banalidade devorante das caras de toda a gente!
Ah, a angústia insuportável de gente!
O cansaço inconvertível de ver e ouvir!
(Murmúrio outrora de regatos próprios, de arvoredo meu.)
Queria vomitar o que vi, só da náusea de o ter visto,
Estômago da alma alvorotado de eu ser...
Álvaro de Campos
Por vezes só estamos bem onde não estamos e só queremos ir para onde não vamos.
Por vezes só vemos quem não queremos e só queremos quem não conseguimos ver.
E assim transformamo-nos, transfiguramo-nos, destroçamo-nos, aniquilamo-nos na incapacidade de tornar tudo diferente e de não conseguir evitar que não nos cruzemos com quem nos causa muito tédio, muito fastio, muita náusea...muita insuportabilidade de nós próprios...
...e só nos apetece correr, correr, fugir...
Sandra
almejar a solidão... distância do mundo... farta de gente...
Dito por: dolphin.s no dia 22 de setembro 2003, às 22h09Sim...com muito espaço, muito tempo e muito "eu comigo"...longe...longe...
Sandra
Dito por: Sandra no dia 22 de setembro 2003, às 22h17sem mim... sem ninguém... com muito espaço!
Dito por: jm no dia 22 de setembro 2003, às 23h10Estou a pensar na possibilidade e possível sensação de estar comigo sem mim...no espaço e com muito espaço.
Sandra
Dito por: Sandra no dia 22 de setembro 2003, às 23h22Sandra, ainda há uns tempos, a propósito de férias, eu respondia que precisava urgentemente de umas férias de mim mesma.
dolphin.s, abrir a página e encontrar este texto, assim, posicionado ao lado do quadro do Munch... rever num o grito do outro e vice-versa... a mesma inabitabilidade...!
:)
Margem:
Nós vivemos a inabitabilidade...
Sandra
Dito por: Sandra no dia 22 de setembro 2003, às 23h33o êxtase pode libertar-te de ti.
Dito por: jm no dia 23 de setembro 2003, às 12h52é uma questão pertinente. a minha resposta seria condicionada se a desse... prefiro um horrível "nunca se sabe".
Dito por: jm no dia 23 de setembro 2003, às 19h08