Estou dentro das paredes brancas.
Quatro paredes: a minha cela,
O frio, a solidão e o meu catre.
A luz entra sempre de noite.
Não tinha nada donde vim. Aqui não encontrei
O que tive e a cadeira não serve o meu repouso.
Ainda não há lugar no mundo onde possa sossegar de tu não seres
O vazio que persiste à minha beira.
Tenho um pequeno sonho de uma janela para abrir:
E que paisagem não seria estar feliz!
in Explicação das Árvores e de Outros Animais, Daniel Faria
Suscita em mim esta leitura, uma série de questões (de âmbito mais ou menos metafórico) relacionadas com a LIBERDADE:
o que significa? quais os alcances e limites desse significado? a quem se aplica? quando? em que circunstâncias? a que propósito?
Suscita-me também o colocar do problema ao nível do (imaginário) auto-questionamento do conceito: "sou" necessariamente inerente à(s) Vida (ou às vidas)? sou inevitável? até onde "posso" ir? a quem "me" posso aplicar? de que forma? em que contextos? com ou sem qualquer tipo de limitações? com o deparar ou não de entraves por parte dos "eus"?
Mas... quanto a outras interpretações...
Sandra
Dito por: Sandra no dia 12 de setembro 2003, às 18h01