não existe nenhuma razão para tentar discernir a importância da carga de realidade do que se escreve. importa, muito mais, a carga de realidade da leitura, que pode não ter nenhuma relação com a escrita.
trincar a maçã, disse Adão, foi culpa dela. apontou-a com o dedo indicador direito e fez beiço de tristeza a tender para um choro oportuno. é claro, que Eva se estava simplesmente a lixar para o que o gajo dizia... afinal, os homens são todos umas crianças que gostam de ver chupar o dedo.
o que Eva só percebeu mais tarde, é que Adão falava para outra entidade masculina, enquanto ela só se tinha entendido bem com uma inferior entidade feminina. fez-se história quando alguém se lembrou desta magnífica história de guerra dos sexos, que se mantém mesmo entre aqueles para quem a religião é tão intensa quanto o esquecimento próprio de quem não lembra o que não interessa.
Adão, o verdadeiro humorista, riu-se a bandeiras despregadas da culpa de Eva e das sentenças proferidas. o que Adão não percebeu é que o seu amiguinho o lixou!
Publicado por jm em julho 20, 2003 12:20 PM