julho 14, 2003

entrelinhas

despido do sentido real e intenso dos cheiros, visto-me. saio para buscar cheiros num armazém, entro. o armazém, real e intenso, onde vestido me deleito, salgando a pele nesta humidade caprichosa, é escuro e quente. absorvo algum fresco, tímido, que entra por frestas invisíveis. suspiro. as colunas muito finas de luz, que chegam ao chão vindas do telhado de zinco, revelam o pó vagante neste espaço quase morto, quase vivo.

Publicado por jm em julho 14, 2003 09:55 PM
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