O «belo em si» é unicamente uma palavra, não um conceito. No belo, o homem põe-se como medida da perfeição; em casos selectos, adora-se a si mesmo. Uma espécie não pode senão deste modo dizer sim apenas a si mesma. O seu instinto mais ínfimo, o de autoconservação e de auto-expansão, irradia ainda mais em tais sublimidades. O homem crê que o próprio mundo está repleto de beleza - esquece-se de si como causa de tal beleza. Unicamente a si se presenteou com a beleza, com uma beleza, ai, muito humana, demasiado humana... No fundo, o homem espelha-se nas coisas, considera belo tudo o que lhe devolve a sua imagem: o juízo «belo» é a vaidade da sua espécie... Ao céptico pode uma pequena suspeita sussurrar ao ouvido a pergunta: embeleza-se realmente o mundo por o homem o tomar como belo? Ele humanizou-o e é tudo. Mas nada, absolutamente nada nos garante que o homem proporcionasse realmente o modelo do belo.
in Crepúsculo dos Ídolos, Nietzsche
Não consigo dar andamento no meu dia, enquanto não venho ler o seu blog, muito lindo.
Visitou os meus?
O que achou?
Tem icq? Msn?
Vi sim e tenho andado a espreitar o que começaste aqui no weblog. Estás a ganhar balanço :)
Tenho MSN sim, se bem que use mto pouco. Envia-me um mail.